Para diminuir custos do milho Governo de SC estuda o transporte ferroviário

Foto: James Tavares / Secom

Será que sai do papel? Sempre que ouvimos falar em mobilidade e transporte de cargas, aparece alguém comentando sobre a ausência das ferrovias. Também pudera, o custo de transporte cai, e muito, quando se trocam os caminhões por vagões sobre trilhos.

Para tentar reduzir o custo do transporte do milho no estado, o governo conversa sobre o sistema ferroviário. Vamos torcer pra que avance.

Confira mais detalhes sobre a reunião no release enviado pelo Governo do Estado:

 

Foto: James Tavares / Secom
Foto: James Tavares / Secom

Governo do Estado estuda transporte ferroviário como alternativa para diminuir os custos do milho em SC

 

Santa Catarina pretende transportar milho também por ferrovias. Para atender a demanda dos produtores de suínos, bovinos e aves, o Governo do Estado e a iniciativa privada estudam a possibilidade de trazer milho de outros estados utilizando não só as rodovias, mas também a malha ferroviária. A intenção é que a carga saia de Goiás ou Mato Grosso e seja descarregada em Lages. Nesta terça-feira, 1º de março, o governador Raimundo Colombo e o vice-governador Eduardo Pinho Moreira receberam o presidente da Rumo/ALL, Júlio Fontana, além de lideranças e técnicos ligados ao agronegócio para discutir o projeto.

Esta foi a primeira conversa para tratar do assunto. De acordo com o governador, esta é uma questão fundamental para o Estado. São quase 90 mil famílias catarinenses ligadas a suinocultura, bovinocultura e avicultura que dependem do milho para suas atividades. Hoje, o grão que chega a SC é até R$ 10 mais caro do que o comercializado em regiões. “Se melhorarmos nossa malha ferroviária, vamos consolidar ainda mais o agronegócio catarinense e beneficiar também outros setores da economia. O Governo do Estado será um grande parceiro nesse projeto”.

A princípio, o milho seria carregado em Goiás ou Mato Grosso, estados com uma grande produção do grão, e seriam descarregados em Lages, de onde seria transportado via caminhões para as agroindústrias ou produtores. Em média, o milho percorreria 600 quilômetros pelas rodovias e até 2.300 quilômetros em vagões de trens. Para atender o déficit de milho no Estado, que é de três milhões de toneladas, seriam necessários 116 vagões por dia, o que representa 39 mil vagões de trem por ano.

O secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, explica que o milho representa mais da metade dos custos de produção de aves e suínos e o uso de trens para seu transporte pode evitar uma crise nesses setores. “Somos o maior produtor de suínos e o segundo maior produtor de aves do país e, mesmo em tempos difíceis, as agroindústrias continuam investindo, ou seja, nossa demanda por milho só vai aumentar”, destaca.

O presidente da Rumo/ALL afirma que o projeto pode funcionar, mas será necessária uma análise técnica das condições da malha ferroviária, em especial do trecho entre Bauru (SP) e Lages. Uma nova reunião deverá ser agendada para tratar das questões técnicas e de custos para a revitalização da ferrovia. O secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, lembra que os investimentos em transporte ferroviário seriam uma solução definitiva para a falta de milho e os altos custos do grão. “Nosso Estado se destaca na produção de proteína animal, atividade que responde por 60% do PIB Agropecuário de SC, e a demanda por milho e farelo de soja será cada vez maior”, afirma.

Em Santa Catarina, a expectativa para a safra de milho 2015/2016 é de 2,9 milhões de toneladas – um número bem menor do que os quase 5,9 milhões de toneladas consumidos no Estado.

Fonte: Ana Ceron / Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

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