Opinião: precisamos diminuir o tamanho do Estado

Arte: reprodução

Não há dúvida de que a Reforma Tributária é fundamental para corrigir as distorções históricas do nosso sistema tributário. Porém, mais do que simplificar e unificar impostos, é necessária uma profunda reflexão partindo da sociedade no sentido contrário: Qual é o tamanho do Estado que queremos? Quanto a sociedade está disposta a pagar por isso? Ou seja, o Estado é que deve se adaptar à realidade demandada pela população e não o inverso.

A Acib (Associação Empresarial de Blumenau) está contribuindo para isso da sua maneira, junto aos poderes Executivo e Legislativo municipais, atuando em parceria e sugerindo mudanças que possam resultar em um enxugamento dos gastos.

Porém, precisamos de mais envolvimento, em âmbito regional e nacional, das entidades representativas e também da sociedade como um todo. Ao longo de décadas, criamos um Estado caro e ineficiente, que atende a interesses individuais e não coletivos. Absolutamente incompatível com a possibilidade de prosperidade do país.

Do ponto de vista empresarial, enfrentamos problemas como a burocracia, baixa produtividade das empresas e pouco investimento em ciência, tecnologia e inovação. O custo para exportar ou importar no Brasil é quase o dobro da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Simples Nacional, que deveria beneficiar as empresas de micro pequeno e porte acaba, muito vezes, implicando e alíquotas maiores que as prevista nos regimes de tributação adotados por médias e grandes empresas.

Por parte da população a situação não é diferente. O Brasil figura entre os países com as mais elevadas cargas tributárias do mundo. Segundo o Banco Mundial, perde-se 1.958 horas por ano (mais de 81 dias completos) no Brasil apenas para se pagar tributos e taxas.

Boa parte desses recursos serve para manter uma máquina gigantesca e inoperante de um Estado preocupado com os interesses de poucos. No dia a dia, não vemos a aplicação de todo esse dinheiro em benefício de áreas prioritárias como saúde, infraestrutura, educação e segurança.

Só conseguiremos mudar esse cenário com o envolvimento de todos. É necessário que a sociedade como um todo, incluindo as entidades empresariais, percebam a importância de participar desse processo. O Estado precisa diminuir.

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