O (primeiro) mês decisivo do calendário pré-eleitoral

Foto: reprodução TSE

Faltando cerca de sete meses para a eleição, o tempo voa e todos os meses são importantes. Mas alguns são mais, pois estão atrelados a prazos. Até 3 de abril, por exemplo, quem quer concorrer deve estar filiado e, para alguns cargos públicos, precisa se desincompatibilizar.

Quem ocupa cargo no Executivo, com algumas exceções, precisa deixar o cargo seis meses antes do pleito. Um exemplo é o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Mário Hildebrandt (PL), pré-candidato a deputado estadual.

Vale também para prefeitos no cargo, como é o caso de João Rodrigues (PSD), de Chapecó, e Adriano Silva (Novo), de Joinville.

Escrevemos com algumas exceções, pois tem o caso dos vice-prefeitos, como Maria Regina Soar (Republicanos), pré-candidata a deputada federal, que não precisa deixar o cargo, desde que não assuma a prefeitura seis meses antes da eleição.

Presidente e Governador também não precisam deixar os cargos, desde que concorram à reeleição, como é o caso de Jorginho Mello (PL). Para outro cargo, precisam se desincompatibilizar, como parece ser o caso dos governadores Ratinho Júnior (PSD) e Romeu Zema (Novo), para ficar apenas em dois.

Senadores, deputados e vereadores não precisam deixar os cargos.

Ou seja, quem não for parlamentar e quiser concorrer, precisa estar liberado no começo de abril.

Outro momento importante nestes próximos dias é saber por qual time cada candidato vai se fardar para concorrer. Ou melhor, o partido.

Tem gente que não está filiada e precisa estar até 3 de abril, como o diretor do BRDE, João Paulo Kleinübing, pré-candidato a federal.

E tem ainda quem quer “trocar de time”.  Aqueles sem mandato podem trocar de sigla a qualquer hora, mas o prazo limite é 3 de abril. Para os parlamentares, têm todo o mês de março, a partir do dia 5, para fazer a troca, dentro da janela partidária. Um exemplo é o deputado estadual Marcos da Rosa, eleito pelo União Brasil, que deve disputar a reeleição pelo PL.

Ou seja, começamos a primeira contagem regressiva do tabuleiro pré-eleitoral. Até o começo de abril saberemos quem está apto e por qual sigla. Se serão candidatos, ou quais os cargos que disputarão, aí o prazo é de 20 de julho a 5 de agosto, período das convenções partidárias, que homologam as candidaturas.

Até lá, o tabuleiro promete muitas jogadas de emoção.

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