“Não toleraremos ilegítimas pressões”, diz presidente do Supremo em Florianópolis

Foto: : Cristiano Estrela/divulgação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu nesta segunda-feira, 1º de novembro, o 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. A cerimônia de abertura também contou com a presença do vice-presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes.

O objetivo do encontro nacional é avaliar a Estratégia Nacional do Poder Judiciário, além de aprovar as Metas Nacionais de 2026. Magistrados, magistradas, servidores e servidoras dos tribunais estaduais, federais, do Trabalho, eleitorais e militares participam do evento.

Na condição de anfitrião, o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), desembargador Francisco Oliveira Neto, deu as boas-vindas aos participantes do Encontro Nacional e ressaltou a honra do Judiciário catarinense em poder receber um conjunto de pessoas que simboliza a grande expressão de um Poder Judiciário nacional.

“Temos sim diferentes atribuições, diferentes competências, mas todos fazem parte da mesma estrutura. Ao fazer parte dessa mesma estrutura, precisam sim pensar juntos a renovação, os compromissos, a celebração desses avanços conquistados. Que nós possamos, a partir das diferentes formas de compreender, e das diversas expectativas que surgem também da sociedade em relação ao Poder Judiciário, construir essa unidade, e realizar sua missão – que é uma importante parcela da soberania do Estado brasileiro”, observou.

Já o presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça fez uma defesa veemente da República brasileira, da independência do Judiciário e da proteção às instituições, num cenário em que movimentos diários, nacionais e internacionais, tentam enfraquecê-las.

“Não toleraremos ilegítimas pressões, intimidações, tentativas de captura, nem ataques às bases republicanas do Poder Judiciário – venham de onde vierem. Por isso, dizemos sim a uma reforma integral de transformação republicana do estado brasileiro, englobando todos os poderes, sem exceção. Mas dizemos enfaticamente não a reformas persecutórias dirigidas e que vulneram a independência do Judiciário. Estaremos firmes, vigilantes e unidos para impedir que a degradação institucional, que assombra outros países, encontre terreno fértil aqui”, disse o ministro Fachin.

Ele também frisou que magistradas e magistrados estão em Florianópolis a trabalho, para formular com rigor e responsabilidade a política pública judiciária da república. “Hoje, nesse 19º encontro, renovamos nossos propósitos e nossos valores, quais sejam: a defesa intransigente da independência judicial; o compromisso com a transparência, a ética, a probidade e os direitos fundamentais; e a responsabilidade de entregar ao povo brasileiro um Judiciário mais acessível, mais moderno e verdadeiramente efetivo”, complementou.

2 Comentário

  1. Ok, não admite interferência ou pressão ao judiciário, mas interferem e pressionam o senado e a câmara de deputados diariamente e os advogados são tratados como um “ninguém”.Sem contar que para o atual STF as primeiras instâncias do poder judiciário foram extintas , pois tudo acaba na mão de Alexandre de Moraes, até mesmo para quem não possui prerrogativa dr foro privilegiado .Falar até papagaio fala caro ministro.

  2. STF e seu ocupantes não tem moral para palestrar visto a falta de isenção apresentada em seus trabalhos e conivência com barbaridades jurídicas. O sistema está falido e necessita de uma mudança geral. LIMPEZA GERAL NO SENADO.

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