Mesmo após indiciamento, Bolsonaro manterá ministro no cargo

Ministro do Turismo permanece no cargo

Na tarde desta sexta-feira, o Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais denunciou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL) e mais dez pessoas pelos crimes de falsidade ideológica, apropriação indébita eleitoral e associação criminosa.

O ministro é citado em depoimentos na investigação que apura o uso de candidaturas-laranja na eleição de 2018, no PSL de Minas Gerais.

Segundo o inquérito, ele “era e ainda é o ‘dono’ do PSL mineiro”. Marcelo era presidente estadual do partido, na época das eleições do ano passado.
Em nota divulgada pela assessoria, o ministro disse que a investigação foi feita com base em campanha difamatória e que acredita na Justiça.

Nota: O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ainda não foi notificado oficialmente da decisão, mas reafirma sua confiança na Justiça e reforça sua convicção de que a verdade prevalecerá e sua inocência será comprovada. Assim como vem declarando desde o início da investigação, que teve como base uma campanha difamatória e mentirosa, o ministro reitera que não cometeu qualquer irregularidade na campanha eleitoral de 2018. Vale lembrar que esta é apenas mais uma etapa de investigação e o ministro segue confiante de que ficará comprovada sua inocência.

O presidente Bolsonaro, do mesmo partido, tinha dito que se manifestaria sobre o assunto das “laranjas”, depois da posição da PF. Informou ao jornal Folha de S. Paulo, que revelou o caso, que vai aguardar a polícia concluir a investigação para decidir sobre o futuro de seu ministro. Ambos se reuniram nesta quinta-feira à tarde sem que fosse divulgado o que discutiram.

Hoje, o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, disse que o presidente vai manter o ministro no cargo. “O presidente da República aguardará o desenrolar do processo. O ministro permanece no cargo”.

O ministro da Justiça, Sergio Moro, em um evento no Paraná, não comentou o assunto. PSL nacional, também não.

Outro ministro com problemas

Osmar Terra, outro ministro de Bolsonaro, também teve problemas recentes com a Justiça. O Ministério Público requere que o ministro da Cidadania restaure os financiamentos ao cinema nacional, suspensos em agosto.

O MPF entendeu que a agência oficial de cinema, a Ancine, cancelou o dinheiro com o objetivo de discriminar quatro filmes de temática LGBTQ.

Os assuntos da cultura estão com Osmar Terra porque Bolsonaro extinguiu a pasta.

Nobel da Paz

Na próxima semana, na sexta-feira, dia 11, conheceremos o nome do vencedor do Prêmio Nobel da Paz 2019. Os organizadores não divulgam os candidatos, mas confirmam que mais de 300 nomes foram indicados.

O cacique Raoni e o ex-presidente Lula receberam indicações de formadores de opinião.

Outro nome indicado é da ativista ambiental, Greta Thunberg, que até agora é a favorita nas casas de aposta.

Com informações: UOL, Folha, El País e G1

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