I Fórum FITUB definirá em julho rumos do festival de teatro

Arte: divulgação
Diante da falta de recursos financeiros para realização da 32ª Edição do Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau (FITUB), que aconteceria no mês de julho e foi adiada sem nova data prevista, os organizadores planejam o I Fórum do FITUB – Cultura, Formação e Impactos Sociais do Teatro, para o dia 6 de julho. O objetivo é dedicar um sábado inteiro para troca de ideias sobre a situação que o país atravessa no campo artístico, em especial no teatro.

A urgência de uma redefinição de calendário do FITUB, devido ao adiamento, deve ser o foco principal. A Divisão de Cultura da universidade havia estimado que o festival custaria em 2019 em torno de R$ 300 mil.

“É um grande evento, mas achamos incoerente depois de reajuste zero aos servidores, disponibilizarmos esse montante, que hoje, não dispomos”, justificou o pró-reitor de Administração, Jamis Piazza. Ele reiterou informações prestadas pela gestão superior na Câmara de Vereadores, na semana passada, de que “nossa prioridade é administrar a conjuntura que estamos vivendo, de uma queda no número de alunos sem alteração de receita”. Diante do quadro recebido pela atual reitoria, Piazza informa que a projeção é de déficit no ano de 2019 e 2020 e que a busca de diversificação de receitas não tem resultado imediato.

Nomes confirmados

Impactados com a decisão, os profissionais envolvidos com o setor cultural mobilizaram-se para criar o I Fórum FITUB, garantindo presença de pesquisadores envolvidos com o panorama do teatro universitário brasileiro, de renome nacional e que já conhecem o festival da FURB. Virão do Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis para contribuir com o debate que pode dar um redirecionamento ao tradicional festival de Blumenau.

Fábio Hostert, coordenador do FITUB e professor de Teatro da FURB confirmou a vinda para o I Fórum FITUB de Renato Ferracini, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (Abrace), professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Grupo Independente de Teatro Lume; Lígia Lousada Tourinho, diretora da Associação Nacional de Pesquisadores em Dança (Anda) e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Bárbara Biskaro, atriz e professora de teatro na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Qiah Salla, produtor cultural que será responsável por fazer as mediações do I Fórum FITUB.

O coordenador do FITUB acredita que “este momento de não conseguirmos verbas para realizar o festival é um sintoma para se ampliar o olhar de como está sendo tratado o teatro e a cultura em nosso país”. Hostert estima que a classe artística saia do fórum com ações concretas, para que não se realize apenas um momento de discussões orientadas, mas também de produções de texto e ações concretas. O I Fórum FITUB terá lugar no auditório Willy Sievert, do Teatro Carlos Gomes, com cerca de 200 lugares. O evento será gratuito e nos próximos dias serão abertas inscrições, devido ao espaço limitado.

“É um momento triste, de escolhas da gestão, ocasionado pela dificuldade de equilíbrio financeiro da instituição; ver a cultura sendo penalizada é uma pena mas temos a expectativa de que esse movimento que estamos vendo se originar na comunidade faça a gente encontrar caminhos futuros de sensibilização que possam contribuir para a gente conseguir efetivar o FITUB”, comentou a chefe da Divisão de Cultura,  Leide Regina de Liz.

Liz adiantou que o setor deve verificar junto a empresários e governos as possibilidades e estudar editais pertinentes. Todos os interessados em teatro poderão participar do I Fórum FITUB. “Penso que se possa movimentar mais durante o ano essa área e qualificar os grupos locais, sua movimentação, cursos e escola de teatro para atividades o ano inteiro”, defendeu Liz.

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