Governador Colombo e o apoio a Dilma Rousseff

Foto: arquivo Palácio do Planalto ( maio/2014)

O que significa a posição do governador Raimundo Colombo (PSD) contra o impeachment da presidente Dilma (PT)?  NADA, parodiando o Tadeu Schmidt, do Fantástico. Ou alguém imagina o João Paulo Kleinübing, o Jean Kuhlmann, o Fábio Fiedler, o Robinho, para ficar só nos de Blumenau, indo às ruas para defender o mandato dela? Não né?

Neste cenário é preciso destacar a coragem do governador, fruto da lealdade conquistada graças ao entendimento dele que o Governo Federal ajudou bastante o estado. Já ouvi Colombo em alguns eventos, abertos e fechados, onde ele fez uma forte defesa de Dilma Rousseff. Não gosta do PT,  mas avalia que teve bastante apoio para ações do governo catarinense.

Era mais fácil para Colombo, me meio a este senso comum pelo afastamento da presidente, ficar neutro. Mas não, preferiu dar a cara a bater e , junto com outros 14 governadores, assinou um manifesto em defesa do mandato de Dilma. O texto foi chamado de carta pela Legalidade.Os governadores estavam em Brasília para uma reunião para discutir medidas para combater o Zika vírus.

Não fará diferença efetiva e até o caráter simbólico não terá repercussão para a presidente. Mas a imagem do governador sai arranhada entre os eleitores dele. Ontem mesmo já haviam manifestações de simpatizantes de Colombo criticando sua participação no documento.

Além dele, assinaram o manifesto os governadores do Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e do Distrito Federal.

Confira o texto na íntegra:

Foto: arquivo Palácio do Planalto ( maio/2014)
Foto: arquivo Palácio do Planalto ( maio/2014)

CARTA PELA LEGALIDADE

Os governadores estaduais vêm, por meio desta nota, manifestar-se contrariamente ao acolhimento do pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente da República.

A história brasileira ressente-se das diversas rupturas autoritárias e golpes de estado que impediram a consolidação da nossa democracia de forma mais duradoura. Tanto é assim que este é o período mais longo de normalidade institucional de nossa história, conquistado após a luta de amplos setores da sociedade. Nesse sentido, é dever de todos zelar pelo respeito à Constituição e ao Estado Democrático de Direito.

Entendemos que o mecanismo de impeachment, previsto no nosso ordenamento jurídico, é um recurso de extrema gravidade que só deve ser empregado quando houver comprovação clara e inquestionável de atos praticados dolosamente pelo chefe de governo que atentem contra a Constituição.

O processo de impeachment, aberto na última quarta-feira, 02/12, carece desta fundamentação. Não está configurado qualquer ato da presidente da República que possa ser tipificado como crime de responsabilidade.

Compreendemos as dificuldades pelas quais o país atravessa e lutamos para superá-las. Todavia, acreditamos que as saídas para a crise não podem passar ao largo das nossas instituições e do respeito à legalidade. Por isso, ciosos do nosso papel institucional, conclamamos o país ao diálogo e à construção conjunta de alternativas para que o Brasil possa retomar o crescimento econômico com distribuição de renda.

 

 

 

 

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