Uma disputa eleitoral sempre traz ingredientes emocionantes e peculiares e uma que acontecerá no ano que vem terá uma característica especial. Sem nunca ter emplacado um deputado estadual, Gaspar terá dois ex-prefeitos concorrendo à uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Na verdade, um é prefeito ainda, Kleber Wan-Dall (MDB), que terá que renunciar ao mandato até o final de março para concorrer, fato que já foi comunicado. Outro é Celso Zucchi (PT), prefeito por três mandatos.
São dois pesos pesados e devem disputar a preferência dos cerca de 50 mil eleitores gasparenses. Na verdade, cerca de 35 mil votos válidos, de acordo com a avaliação de um morador ilustre e espectador da cena política local, considerando a provável abstenção e o descarte de votos brancos e nulos.
Ainda de acordo com este meu interlocutor, Kleber e Celso devem disputar cerca de 20 mil votos, pois 15 mil devem ser dado a candidatos de fora. Em 2018, Celso Zucchi concorreu à Assembleia Legislativa, sendo o mais votado na cidade, 9.722 votos, 29% do total de votos válidos.
O último que entrou no Legislativo estadual na eleição passada fez pouco mais de 14 mil votos, foi Ivan Naatz, então no PV. Fabiano da Luz, com 18 mil votos, foi o último da nominata do PT a entrar e Romildo Titon, com 33 mil votos, foi o último da lista do MDB a entrar. Esta é uma matemática a ser levada em conta pelos dois candidatos, se quiserem se eleger.
Ou seja, os dois precisam romper a barreira de Gaspar caso queiram se eleger, ainda mais que dividirão os votos na cidade.



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