Feirinha da Servidão lança financiamento coletivo para sobreviver ao período de pandemia

Arte: divulgação

A Feirinha da Servidão, que até o início da pandemia, acontecia mensalmente e recebia 90 empreendimentos autorais de diversas cidades, shows, exposições, oficinas e intervenções artísticas com acesso gratuito, está com as atividades presenciais paralisadas desde 8 de março. Cerca de 45 dias após colocar no ar um e-commerce, agora a Feirinha lança um financiamento coletivo chamado “Nossa Força é Coletiva”. A campanha, que vai até dia 14 de setembro, busca arrecadar R$ 25 mil para continuar com ações no formato digital até dezembro deste ano e quem contribuir pode receber como recompensa CDs, camisetas, livros e ilustrações, entre outros itens culturais. As informações podem ser acessadas no catarse.me/nossaforcaecoletiva.

Desde março, a equipe de três pessoas vem trabalhando para continuar conectando pequenos empreendedores da região com o público. Um formato inicial foi lançado em abril e funcionou como uma vitrine das marcas. Ainda com esse formato em andamento iniciou a criação de um e-commerce, lançado em meados de maio e, atualmente, com 15 marcas participantes. “O momento é ainda mais complexo para quem dependia de eventos e feiras, já que muitas feiras eram ponto fixo no calendário mensal, em diversas cidades do Vale, Litoral e Norte do estado. Para tentar amenizar a situação, continuamos ativos com a esse formato digital aproximando as marcas das pessoas, mesmo não gerando receita suficiente para financiar o trabalho da equipe”, comenta Diego Lottin, produtor do evento. “Sabemos da importância que a Feirinha tem para o mercado criativo aqui da região e isso nos move a buscar uma forma de continuar o trabalho. Assim surge a ideia do financiamento coletivo”, finaliza Lottin.

Como recompensa, mais de mil itens, de 40 artistas, serão entregues para quem contribuir com a campanha. Artistas e empreendedores, que já fizeram parte da programação da Feirinha e de outros projetos da Microponto Produções, contribuíram doando trabalhos que viabilizaram diferentes combos de recompensas, que variam de acordo com o valor da contribuição, entre R$ 20 e R$ 600. Durante 70 dias as contribuições poderão ser feitas e, mesmo sem arrecadar o valor total, as recompensas serão entregues a partir de outubro.

“É uma forma de espalhar a mensagem que a arte é coletiva” afirma Gabriel Piccolo, cantor e compositor, de Rio dos Cedros, que contribuiu com exemplares de seu EP Brisa Leve. “Quando criamos, desenvolvemos e lançamos uma obra. É como se a gente estivesse doando uma parte nossa para o mundo. As músicas uma vez lançadas, se tornam de todos. Por isso nada mais lógico do que participar desta campanha”, complementa.

Até dezembro, os objetivos são manter e divulgar a loja virtual e o trabalho dos empreendedores, realizar lives com artistas de diversas linguagens e continuar fazendo a conexão entre o público e criativos da região.

Fonte: Microponto

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