Um dia triste para a política de Blumenau, em especial, para o Executivo e o Legislativo. Encerrou nesta sexta-feira, depois de três dias reuniões e sessões extraordinárias, a votação das pautas enviadas pela Prefeitura na terça-feira, último dia de sessão ordinária.
A longa sessão desta sexta-feira, que começou pela manhã e terminou a tarde, foi marcada pela Polícia Militar na porta da “Casa do Povo”, para impedir que servidores públicos ocupassem o plenário para protestar contras as mudanças que a administração municipal queria – e fez – na previdência municipal.
A decisão de proibir a entrada de qualquer pessoas foi tomada pela Mesa Diretora, que atribuiu a medida a ação dos servidores na quinta-feira, quando houve muito protesto e agressões verbais. A vice-presidente Silmara Miguel (PSD) ainda tentou intermediar que um grupo de trabalhadores fosse autorizado a entrar, mas foi voto vencido.
A medida gerou criticas contundentes de três vereadores, Bruno Cunha (Cidadania), Professor Gilson (Patriota) e Adriano Pereira (PT), que a consideraram vergonhosa. Bruno chegou a dizer que era o episódio mais triste da história da Câmara de Blumenau. Já Ailton de Souza, o Ito (PL) e Almir Vieira (PP) defenderam a decisão.
11 projetos e dez emendas foram analisadas. A administração Mário Hildebrandt (Podemos) fez valer sua maioria e aprovou tudo do jeito que enviou.
A mais polêmica é a reforma da previdência, com a confirmação da idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres. O conjunto de mudanças você pode consultar aqui.
Além disso, a Câmara aprovou mudanças na legislação da hora atividade do magistério, para lotação de servidores da saúde, a criação de um Fundo Municipal para o Transporte Coletivo, entre outros, somente nesta sexta. Outros 24 foram aprovados na outra sessão extraordinária, na quinta-feira.
Aqui não entro no mérito das propostas.
A Reforma da Previdência é sim necessária, isso é quase uma unanimidade, mas a pergunta que fica é se esta é a melhor proposta, pois o fato é que os servidores estão pagando pelo desgoverno de várias administrações, desde Décio Lima (PT), quando o ISSBLU foi criado, até Mário Hildebrandt, passando por Kleinübing e Napoleão. O Governo poderia e deveria ter dado transparência a este debate, discutindo as propostas e não apenas apresentando os problemas, como fez, deixando o ônus para os vereadores no encerramento dos trabalhos legislativos.
Mas não é só isso. A população não deveria ter acesso ao debate sobre o Fundo para o transporte coletivo? Sobre a mudança na Área Azul aprovada ontem? Sobre o dinheiro para construir a nova sede da Câmara, e por aí vai?
Então, o questionamento é sobre a forma, numa atitude de patrolar, sem querer debater. Vale para a Prefeitura e vale para os vereadores da base governista.
Ficou feio!



Puro casuísmo !! Vergonhoso, com a maioria que possui no legislativa isso não era necessário para aprovação, mas apenas para fugir do debate. Atitude antidemocrática, o que não é novidade.
Fica ai uma profunda análise para a população sobre as ações tanto da prefeitura quanto dos vereadores! Quem ganha quem perde?
Mais uma vez ficou provado que a maioria é subserviente ao executivo , que fazem o que o chefe manda . Não são vereadores, são representantes do executivo no legislativo . E isto tudo em prol de cargos comissionados , secretarias, favores e favores …..Mas em 2022 possivelmente alguns deles serão candidatos , se o povo for inteligente , da a resposta nas urnas . Pena que alguns deles utilizam da FÉ para conseguir votos e estes eleitores não estão preocupados com o compromisso do candidato , seguem a cartilha da fé cega.
Eu teria vergonha de ser filho de muitos políticos no Brasil , meu falecido pai tinha dignidade e caráter .