Neste vídeo da semana, o psicólogo e psicoterapeuta Antonio Gomes da Rosa fala sobre um tema delicado: nem toda vivência dentro de uma tragédia se transforma, necessariamente, em trauma.
Ele explica que um evento pode ser traumatogênico — ou seja, tem potencial de gerar trauma — e ainda assim seus efeitos variam: podem ser leves, moderados ou graves, dependendo da história psíquica, dos recursos emocionais e do suporte que cada pessoa possui.
E quando alguém não esteve diretamente no evento? Ainda assim pode desenvolver sintomas semelhantes ao estresse pós-traumático. O sofrimento não se mede apenas pela proximidade física com o fato, mas pela forma como ele é vivido, significado e internalizado.
Falar sobre isso é também um convite à compaixão e à empatia. Nem todo sofrimento é visível. Nem toda reação é exagero.
Que perguntas ainda precisam ser feitas?
O que cada um carrega em silêncio?
E como podemos acolher sem julgar?
Compreender os processos do trauma é um passo importante no cuidado com a saúde mental — individual e coletiva.
Confira:


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