Os constantes problemas de falta de água em Blumenau dominaram a pauta na sessão desta terça-feira na Câmara de Blumenau.
Foi votado e aprovado um requerimento do vereador Bruno Cunha (Cidadania), solicitando esclarecimentos sobre problemas de falta de água no bairro Tribess e em outras regiões da cidade.
Ao defender o requerimento, Cunha afirmou que a população tem enfrentado dificuldades frequentes com o abastecimento e que a Câmara precisa cobrar respostas sobre investimentos e planejamento do sistema. Segundo ele, o crescimento populacional da cidade exige maior atenção à infraestrutura de abastecimento.
Em seguida, estava prevista a votação de um requerimento de autoria do vereador Jean Volpato (PT) em parceria com Adriano Pereira (PT), solicitando a realização de uma audiência pública para debater a situação do abastecimento de água no município.
Antes, o presidente da Casa, Aílton de Souza, o Ito (PL), pediu à primeira secretária da Mesa Diretora, Cristiane Loureiro (Podemos), para que lesse uma mensagem, de autoria do presidente do Samae, Alexandre de Vargas, que se colocou à disposição para apresentar a situação e os investimentos da autarquia nos próximos dias. A mensagem tem a data desta terça-feira.
A mensagem deu o aval para que a maioria governista rejeitasse o pedido de audiência. Sete votaram contra o requerimento, mesmo considerando o grande número de reclamações: Silmara Miguel (PSD), Cristiane Loureiro, Bruno Cunha, Alexandre Matias (PSDB), Jovino Cardoso (PL), Marcelo Lanzarin (PP) e Rodrigo Marchetti (PP) votaram contra. Jean, Adriano, Diego Nasato (Novo), Bruno Win (Novo), Professor Gilson (União) e Egídio Beckhauser (Republicanos) votaram a favor. Ito só vota em caso de empate e Flávio Linhares (PL), líder do Governo, não participou da sessão.
“A audiência pública seria um espaço democrático para ouvir a população, cobrar explicações e construir soluções para a falta de água que tem atingido diversos bairros. Infelizmente, a maioria da Câmara preferiu impedir esse debate”, afirmou Jean Volpato.
Esta é uma grande diferença. A audiência pública normalmente acontece a noite e permite que a comunidade se manifeste. Já a manifestação do presidente do Samae se dará durante a tarde, sem a possibilidade de a população falar.
Na sequência, na hora dos discursos dos vereadores, mais uma saraivada de crítica contra a administração municipal por conta da falta de água, assunto que tentaremos abordar em outro post. Poucos parlamentares da base ficaram para ouvir e, na hora de se manifestarem, não tocaram no assunto, muito menos fizeram a defesa do Governo.



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