Encontro no Colégio Shalom reunirá Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, empresários, educadores e lideranças do ecossistema tecnológico para discutir IA, formação profissional, ética e os desafios das próximas gerações
A inteligência artificial já deixou de ser uma promessa distante para interferir diretamente na educação, no mercado de trabalho, nas empresas e até na forma como o poder público pensa o desenvolvimento das cidades. Mas Blumenau está preparada para as transformações que vêm pela frente?
Essa é uma das provocações que estarão no centro de um encontro marcado para a próxima quarta-feira, 22 de julho, às 18h, no Colégio Shalom, em Blumenau.
O Hub de Ideias TechLab — Innovation Roundtable Shalom reunirá um grupo de aproximadamente 50 convidados, entre CEOs e diretores de empresas de tecnologia, empresários, representantes do Centro de Inovação, educadores, gestores e autoridades públicas.
Um dos principais nomes do encontro será o Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Fábio Wagner Pinto, que estará em Blumenau especialmente para participar do debate.
O secretário fará uma exposição inicial sobre a visão do Governo de Santa Catarina para ciência, tecnologia, inovação e inteligência artificial. Depois, participará diretamente da roda de conversa com os demais convidados.
A proposta, porém, passa longe do formato tradicional de palestra.
Uma mesa para discutir o que vem depois da IA
O encontro foi concebido no formato de uma Innovation Roundtable: uma grande roda de conversa na qual empresários, educadores, representantes do poder público e lideranças do ecossistema de inovação poderão colocar suas próprias experiências, inquietações e perspectivas na mesa.
E algumas perguntas prometem provocar o debate.
Que profissionais as empresas de tecnologia precisarão nos próximos anos?
A escola está formando crianças e adolescentes para profissões que ainda nem existem?
Como preparar mão de obra para uma economia cada vez mais impactada pela inteligência artificial?
E, talvez, uma das questões mais importantes: como incorporar toda essa tecnologia sem abrir mão de ética, valores, responsabilidade e formação humana?
A discussão ganha relevância especial em Blumenau, cidade que consolidou nas últimas décadas um importante ecossistema de tecnologia e que convive cada vez mais com a necessidade de formar e reter profissionais qualificados para sustentar seu desenvolvimento.
Educação, empresas e poder público na mesma conversa
Outro diferencial será justamente colocar diferentes setores diante das mesmas questões.
A proposta é aproximar escola, empresas, poder público, academia e sociedade, partindo do entendimento de que os impactos da inteligência artificial não poderão ser enfrentados isoladamente.
Entre os temas previstos estão educação e profissões do futuro, inteligência artificial e formação humana, formação de talentos para a nova economia, ética e tecnologia, inovação, empreendedorismo e o papel do poder público na construção desse novo ambiente.
A expectativa é que a participação do secretário Fábio Wagner Pinto também permita colocar na mesa as políticas e estratégias que Santa Catarina pretende desenvolver diante da velocidade das transformações tecnológicas.
Um novo espaço de tecnologia dentro da escola
O encontro também marcará a apresentação da TechLab, implantada dentro do Colégio Shalom e concebida como um novo espaço para aproximar crianças e adolescentes de tecnologia, criatividade, inovação e inteligência artificial.
A iniciativa parte de uma ideia relativamente simples, mas que ganha força diante das mudanças provocadas pela IA: se o mundo profissional está mudando rapidamente, a preparação das novas gerações precisa começar muito antes da universidade.
Mas os organizadores defendem que essa formação não pode ser exclusivamente tecnológica.
Por isso, conceitos como ética, princípios, valores e empatia também estarão no centro da discussão.
A intenção é provocar uma reflexão que ultrapasse a pergunta sobre quais tecnologias estarão disponíveis no futuro e avance para outra, talvez mais complexa: que tipo de profissionais — e que tipo de sociedade — Blumenau pretende formar para viver nesse futuro?
É justamente essa pergunta que empresários, educadores, autoridades e lideranças da inovação tentarão começar a responder na quarta-feira.



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