Análise | A falta de água bate as portas dos vereadores de Blumenau

Foto: Rogério Pires/CMB

A água, ou melhor, a falta dela, bateu às portas dos gabinetes dos vereadores de Blumenau. São eles que estão mais próximos do eleitor e que ouvem as reclamações da população. Que não são poucas.

Com o prefeito Egidio Ferrari (PL) de férias e o líder do Governo, Flávio Linhares (PL), em viagem a Brasília, a administração municipal apanhou de todos os lados na sessão desta terça-feira, 10. E muitos vereadores da base governista ficaram constrangidos.

As críticas foram muito contundentes Adriano Pereira e Jean Volpato (PT), Professor Gilson (União), Aílton de Souza, o Ito (PL), Diego Nasato e Bruno Win (Novo) foram bastante incisivos em suas argumentações.

Diego Nasato afirmou que, após mais de um ano de gestão, a cidade ainda não apresentou os resultados esperados. Ele disse que deseja manter um relacionamento próximo com a administração municipal, mas alertou que, se a condução dos trabalhos da Prefeitura não mudar, a situação pode piorar.

Nem os vereadores da base – sete votaram contra o requerimento que previa a realização de uma audiência pública – se animaram a fazer uma defesa mais forte do governo.

A vereadora Silmara Miguel (PSD) justificou seu voto contrário pela manifestação, entregue no mesmo dia, de que o presidente do Samae se colocava à disposição para ir à Câmara para prestar esclarecimento, mas lembrou que seu Gabinete tem recebido muitas reclamações. A vereadora Cristiane Loureiro (Podemos) também frisou que recebe muitas reclamações, mas entendeu que já há uma resposta, a não construção da ETA 5, e por isso não faria sentido a audiência, na qual a comunidade poderia se manifestar.

O vereador Bruno Cunha (Cidadania), que, numa votação minutos antes, aprovou um requerimento seu com o pedido de esclarecimentos sobre problemas de falta de água no bairro Tribess e em outras regiões da cidade, votou contra a audiência, mas não quis manifestar-se sobre seu voto.

Justiça seja feita a Jovino Cardoso (PL), que usou a tribuna para fazer a defesa do governo, destacando que esta e a gestão passada estariam comprometidas em resolver o problema.

É verdade que a ETA 5 está num impasse para sua construção, com uma queda de braço judicial com a Blumob, que ocupa a garagem no terreno onde a estação está sendo construída. Um impasse que teve tempo para ser resolvido.

São problemas históricos e que não dão conta da demanda por água pela população.

Por outro lado, é preciso entender as expectativas criadas. Em fevereiro do ano passado, o Samae anunciava que a obra estaria pronta em outubro. Já se passaram alguns meses e agora a previsão é que nesta semana ainda a Blumob deixe o local e a obra possa ser retomada.

O fato é, independente das justificativas, mesmo concretas, a população está cansada de ouvir histórias repetidas, que não começaram a ser ditas por esta gestão, diga-se de passagem, mas se repetem administração atrás de administração.

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