Alexandre Frota será ouvido pela CPMI das Fake News nesta quarta-feira

Foto: reprodução

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional que investiga milícias digitais e a disseminação de fake news nas eleições de 2018, recebe nesta quarta-feira, 30, às 13h, o deputado federal Alexandre Frota, que está no PSDB.

O depoimento do parlamentar será o primeiro de alguém envolvido diretamente no caso. Frota foi expulso do PSL em agosto por fazer críticas contra o presidente Bolsonaro.

O convite a Frota foi feito pela deputada Luizianne Lins (PT-CE). Segundo ela, o colega se destacou no ativismo político digital pelo comportamento “polêmico”, com disposição para debater as condutas dos atores políticos nas redes sociais. Além disso, para Luizianne, Frota demonstra ser “conhecedor” dos bastidores da produção de conteúdo político para a internet, de modo que os seus relatos são valiosos para o trabalho da comissão.

Além de Frota, outros ex-aliados do presidente Bolsonaro devem falar à Comissão. São eles: Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso, Delegado Waldir (PSL-GO), ex-líder do partido na Câmara e o General Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo.

A Comissão também vai investigar a prática de cyberbullying e o aliciamento de crianças para a prática de crimes de ódio e suicídio

Na última semana, a comissão decidiu convidar nomes conhecidos nacionalmente como alvos de ataques cibernéticos nas redes sociais. Estão na lista de convidados da CPMI o cantor e compositor Caetano Veloso, as atrizes Taís Araújo, Carolina Dieckmann, Giovanna Ewbank e Paula Lavigne, que também é produtora cultural, o ator Bruno Gagliasso, além do youtuber Felipe Neto, dono de um canal que tem 35 milhões de inscritos.

Outros rostos conhecidos da TV também foram chamados a colaborar com as investigações, como o médico Drauzio Varella e a jornalista Maria Júlia Coutinho, apresentadora do Jornal Hoje, da TV Globo. Como foram convidados, e não convocados, eles não estão obrigados a comparecer. Eles também têm a prerrogativa de indicar a data para falar aos parlamentares.

Com informações: Congresso em Foco

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