A Câmara de Blumenau aprovou na sessão desta terça-feira, 4, o “dia municipal do nascituro e de conscientização sobre os riscos do aborto”, projeto de autoria do vereador Jovino Cardoso (SD). Foram dez votos favoráveis, um voto contra de Roberto Morauer, o Roberto Coletivo (PT) e uma abstenção, a de Bruno Cunha (Cidadania). Carlos Wagner, o Alemão (PSL) estava ausente, o presidente Egídio Beckhauser (Republicanos) só vota em caso de desempate e Emmanuel dos Santos, o Tuca (Novo) está de licença.
Morauer usou a tribuna para defender seu voto contrário, alegando que a proposta tem apelo emocional e religioso, e se distancia da laicidade do Estado, sendo o assunto é de saúde pública. “O projeto não cria uma solução para o problema, mas coloca julgamento sob as mulheres que já sofrem perseguição do Estado, muitas vezes por se portarem como donas do seu próprio corpo”. Sugeriu que se discuta o aborto como um todo na sociedade, e não apenas no sentido da perseguição, da moral e da proibição, lembrando a morte de muitas mulheres na prática clandestina do aborto.
Durante a justificativa de voto, o vereador Marcos da Rosa (União Brasil) lembrou que é autor de uma lei já aprovada que instituiu a semana de conscientização sobre os riscos do aborto. “Sou contrário ao aborto, pela defesa tanto da vida da criança quanto da mãe, pois o aborto traz riscos”. Lembrou do caso de uma ativista pró-aborto que perdeu a vida enquanto interrompia a própria gravidez e disse que defende a responsabilidade no planejamento familiar. “A decisão deve ser tomada no momento da relação sexual e não posteriormente, realizando o assassinato de uma criança no ventre de forma brutal”.



Nosso feudo mais uma vez em nome de Deus regi nossas vidas pra algum lugar.
Roberto tem toda minha admiração. Ele me representa!
Vereador em Blumenau não tem mesmo o que fazer , fica inventando .
O vereador Marcos diz que o povo precisa ter planejamento familiar , concordo, mas em um país que político só faz politicagem barata , em um país que desde os vereadores até os senadores são politiqueiros , não exigir do povo planejamento familiar é o mesmo que exigir que os políticos não façam politicagem .
Gilead é aqui. Estamos no Crentiquistao.
Não se trata de religião, é amor a vida.
Concordo com o vereador Marcos da Rosa, em relação aos riscos e com o planejamento familiar.