A desistência de Ratinho Júnior e mais uma ducha de água fria no PSD catarinense

Foto: divulgação

Ladeira abaixo. Esta é a imagem que enxergo da situação do PSD catarinense. O que estava ruim, piorou.

Se havia um cenário para manter viva a candidatura de João Rodrigues — ou mesmo de qualquer outro que possa vir — ao Governo do Estado, era a necessidade de contribuir para uma candidatura nacional, candidatura esta que teria também o potencial de dar oxigênio para as esperanças do partido em Santa Catarina.

Se João Rodrigues, prefeito de Chapecó, se divide entre o “se vai ou se fica”, Ratinho Júnior, governador do Paraná e favorito para ser o candidato do partido à Presidência, anunciou nesta segunda-feira que ficará no Governo e tentará fazer o sucessor. Ficou receoso de que este espaço fosse ocupado pelo senador Sérgio Moro, recém-filiado ao PL para disputar o comando do Paraná.

O PSD segue com duas candidaturas presidenciais, mas nenhuma com densidade eleitoral que possa animar projetos políticos locais. O próprio governador do Paraná, no imaginário catarinense, estava mais agarrado na figura do pai e pelo fato de estarem sempre no litoral catarinense em períodos de férias.

Se Ratinho Júnior era uma dúvida do ponto de vista eleitoral, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, não têm a simpatia do eleitor de Santa Catarina. Ou seja, as chances de uma majoritária nacional empolgar por aqui, que não eram muitas, praticamente são nulas.

O PSD vai jogar a toalha? Provavelmente não. João Rodrigues vai se desincompatibilizar da prefeitura para estar apto a candidatar-se. O cargo, bom, esta definição fica mais para frente, mas o Informe segue apostando que seja a deputado federal, reforçando a nominata do PSD e ajudando a levar o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia.

Devaneio? Pode ser, mas duvido que tenha um político com ambição no PSD que não esteja fazendo contas. Muitos, de forma apressada, para, eventualmente, trocarem de sigla dentro do prazo regulamentar.

O certo é que a desistência de Ratinho Júnior é uma pá de cal no já confuso projeto eleitoral do PSD em Santa Catarina.

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