A crise no PSD que pode custar a candidatura de João Rodrigues

Imagem: reprodução

Mensagens em um grupo de WhatsApp interno estão perto de implodir um importante projeto político eleitoral em Santa Catarina. Ou, pelo menos, servirão como desculpa para justificar tomadas de decisão.

Mas o fato é que a discussão em torno da postura do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), de manter-se fiel ao projeto de reeleição de Jorginho Mello (PL), mesmo com seu partido tendo um candidato ao cargo, no caso, João Rodrigues, prefeito de Chapecó, que se prepara(va?) para deixar o cargo nos próximos dias.

A postura virou debate interno e remoto, com ameaças de tudo quanto é lado até o momento em que o ainda todo poderoso Jorge Bornhausen chamou uma entrevista e anunciou. João Rodrigues está fora da disputa, pelo menos pelo PSD. Não falou com estas palavras, mas foi este o recado.

Com todo respeito aos envolvidos, parece muito barulho para pouco fato. Topázio e o próprio Paulinho Bornhausen, secretário de Jorginho e filho do Jorge, nunca esconderam que seguiriam o projeto do PL. Então, não há novidade para o chilique de agora, assim como a reação do “patrono” do PSD parece desmedida.

O principal envolvido, João Rodrigues, está em silêncio. Sua missão já parecia difícil de antemão e agora parece piorar. Não tem o perfil de aceitar este carteiraço de Jorge Bornhausen, mas, por outro lado, não tem muitas opções. Se era difícil no PSD, que terá uma candidatura majoritária a presidente, imagine numa sigla sem candidato no cenário nacional para chamar de seu? Permanece na Prefeitura?

Por outro lado, o PSD não pode embarcar no projeto de Jorginho de corpo e alma, pois terá candidatura presidencial. O ex-governador Raimundo Colombo, que observa o cenário, seria um bom nome? Qual seria a competitividade dele neste momento eleitoral?

Mas também o PSD pode sim participar do projeto do Jorginho. Quem nunca ouviu falar de Júlio Garcia, presidente da Assembleia Legislativa, como vice?

E aí, como fica o Novo, de Adriano Silva? Ele e João Rodrigues anunciaram que deixarão as respectivas prefeituras para concorrerem, Adriano como vice na chapa de Jorginho e o prefeito de Chapecó a governador.

Acho que já estamos vendo muita coisa.

E, claro, tudo pode ficar como está.

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