O que era esperado, aconteceu. A deputada estadual Paulinha foi expulsa do partido pela Executiva Nacional, por conta de infidelidade partidária. A situação azedou quando ela virou líder do Governo Moisés (PSL), sem conversar com as lideranças da sigla. Paulinha diz que é um motivo secundário, a realidade seria que ela não teria aceitado ceder espaços no mandato e buscar outros no Governo para indicações do partido para fazer política.
Na recente entrevista que fizemos com a deputada, ela falou desta situação, você pode conferir aqui.
O futuro é incerto, mas quatro partidos estão no horizonte: PP, MDB, Podemos e DEM, todos com características diferentes, sempre em busca do projeto de 2022. Ela não esconde de ninguém sua intenção de ser candidata ao Governo, mas não seria na próxima eleição que ela tentaria a sorte.
Ela emitiu uma nota sobre sua saída, depois de 32 anos na sigla criada por Leonel Brizola.
“Por 32 anos estive no PDT, partido do qual me orgulho em ter ajudado a construir a sua história, que sempre honrei com dignidade e respeito.
Ao longo dos anos, entretanto, o partido vem perdendo a capacidade de se comunicar com as pessoas, entregando-se a negociações por cargos, trocando a defesa dos verdadeiros interesses da sociedade para manter projetos pessoais e privilégios imerecidos para poucos.
Em nome da responsabilidade e da confiança a mim atribuída pelo povo catarinense não pude concordar com isso. Não era por menos que Leonel Brizola desejava “fechar o PDT” antes da sua morte.
Faço parte de um time de mulheres brasileiras que não quer mais a intolerância, os conchavos, as “estratégias” para estar no poder. Sou apenas uma cidadã comum, que mesmo que seja punida pelas suas crenças decidiu lutar com todas as suas forças pelo seu estado, pelo seu país. E nada me desviará do meu caminho. Nada.
Sigo firme, de consciência leve e em paz, porque sei que não pratiquei qualquer ato que justificasse tamanha perseguição.
Agora, de coração aberto, buscarei outra agremiação que acolha a mim e aos amigos que me acompanharão, num ambiente onde a liberdade e a democracia realmente existam e sejam valores reais.
Estou convencida de que radicalismos, extremismos, e a falta de respeito para com diferentes opiniões não fazem bem para o Brasil.
Reitero com coragem a minha lealdade e o meu amor infindável por Santa Catarina.
Minha história de amor e devoção à nossa gente não termina aqui. Ela está apenas começando!
À minha família, minha equipe e aos inúmeros amigos que enviaram mensagens reconfortantes de otimismo e fé, minha eterna gratidão. Enquanto Deus me der vida e saúde, estarei com vocês, por vocês. E vamos à luta!”
Paulinha



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