O vereador Emmanuel Tuca (Novo) tomou um “bafo na nuca” dos colegas na sessão desta terça-feira, 16, por conta de uma posição dele e do deputado federal Gilson Marques (Novo) sobre a entrega de moções, as homenagens que a Casa Legislativa faz para cidadãos e entidades de forma eventual durante o ano e também que enseje repúdio, louvor, apoio, desconfiança, solidariedade, regozijo, entre outros.
Gilson Marques colocou em suas redes sociais uma crítica a concessões de moções no Legislativo de Blumenau, associando a iniciativa com a ideia de mais gasto para o erário público.
Tuca dos Santos, em sua manifestação reforçou a critica à distribuição de moções de louvor: “moções são desperdício de tempo e dinheiro público”, destacando que os vereadores não foram eleitos para fazerem homenagens e que a Câmara não é uma empresa de eventos e cerimoniais.
O vereador Bruno Cunha (Cidadania) criticou de forma contundente dos dois parlamentares do NOVO, em especial o deputado Gilson. Disse que diferente do que o deputado entende, a aprovação de uma moção é feita em um momento específico da sessão e não prejudica o andamento dos trabalhos de aprovação dos projetos da ordem do dia. Afirmou ainda que desperdício de tempo e de dinheiro foi feito pelo deputado ao atacar a Casa Legislativa de Blumenau e que o mesmo deveria fiscalizar os projetos do Governo Federal.
“É um método oportunista da nova política”, disparou na tribuna Bruno Cunha, afirmando que a concessão de moção não atrapalha na pauta, é que a critica é um populismo barato.
Bruno foi aparteado pelos colegas Aílton de Souza, Ito (PL), Almir Vieira (PP), Cristiane Loureiro (Podemos) e Adriano Pereira (PT), além do próprio Tuca.
Ito, que é o corregedor do Legislativo, deu um recado. Disse que está atento na Corregedoria, “tenham muito cuidado quando jogam os colegas nas redes sociais”, afirmou e disse ainda que o deputado Gilson não tem o que fazer em Brasília.
O vereador Almir Vieira afirmou que a pessoa ou a entidade que recebe uma moção de louvor do Legislativo guarda-a com muito carinho.
Cristiane Loureiro falou que o custo de uma moção é simbólico, lembrando do valor social de uma moção
Adriano Pereira perguntou o que o deputado federal Gilson tem feito: “Novo no quê? Tá faltando trabalho para este deputado…”


Muitas moções se não a maioria tem cunho bem político eleitoreiro.Agora esse Deputado Federal realmente não tinha nada que vir falar daqui. Que vá fazer o trabalho de fiscalização lá, por enquanto ele tem sido um peso morto como deputado Federal.
Esse pessoal que se julga Novo, são os mais incoerentes possível, querem ficar de populismo barato, quando seu líder do partido municipal Rafael Boskovic já recebeu e aceitou as tais moções em 2 ocasiões.
Em resposta à mensagem de Guilherme Schmitz:
Por duas vezes a Câmara Municipal de Blumenau aprovou homenagens para mim, por meio das chamadas moções honrosas. Assim como o vereador Emmanuel Tuca (NOVO), eu também entendo que essas homenagens sejam desperdício de dinheiro público e que não deveriam ser realizadas pela Câmara ou, ao menos, reduzidas drasticamente. Não pelo ínfimo custo do papel que é entregue ao homenageado, mas pelo custo-hora de funcionamento da casa que é gasto na aprovação e, por vezes, na entrega desse tipo de honraria em sessões solenes.
Nas duas oportunidades em que fui homenageado, fiquei sabendo da homenagem somente depois de sua aprovação em plenário. Sim, trata-se de um ato unilateral da Câmara. Na primeira vez eu simplesmente me neguei a sequer ir receber o certificado da homenagem.
Na segunda vez, quem havia proposto a homenagem havia sido o amigo e ex-colega de faculdade Bruno Cunha, que insistiu que eu recebesse o papel, ao que respondi que não o receberia. Depois da muita insistência do vereador e da afirmação de que a mera entrega do papel que já havia sido impresso não representaria nenhum dispêndio de dinheiro dos pagadores de impostos, eu concordei, com a ressalva de que não participaria de nenhuma sessão solene para isso, mas apenas buscaria o documento em seu gabinete, sem nenhum pompa. E assim foi.
Não sou contra homenagens, especialmente as custeadas pela iniciativa privada, mas entendo que o gasto do dinheiro dos pagadores de impostos somente seja tolerável para o atendimento essencial às pessoas mais pobres, atividades tais que, ao menos para mim, claramente não abarcam homenagens.
Vale deixar claro também que a minha ressalva não questiona em absolutamente nada o merecimento dos homenageado. Conheço pessoalmente diversas pessoas já homenageadas e sei que são merecedoras de reconhecimento por seus atos. Apenas defendo que não deveria estar entre as atividades da Câmara de Vereadores, e muito menos com tamanha recorrência, a realização desse tipo de homenagens.
Presto este esclarecimentos para que fique claro que, mesmo já tendo sido homenageado por esse tipo de moção por duas vezes (e, que fique claro, não solicitei e tampouco autorizei que me homenageassem), sou contra a sua existência. Se tivesse sido consultado antes, teria pedido que não me homenageassem.
Respeitosamente,
Rafael Boskovic
O deputado Gilson não precisaria estar se metendo nisso mesmo, mas pelo menos está de olho no que acontece na região.
Agirá falando das moções…poderiam ser dadas somente a situações e pessoas que fizeram algo muito relevante, muito relevantes mesmo.
De outra forma é só mais uma encheção de linguiça dos vereadores, para se fazerem de importantes.
Receber o que recebem para ficar dando moções é o fim.
Parabéns ao partido novo!! Questão pra lá de relevante no momento! É assim que eu gosto de ver o dinheiro público bem empregado com atuação de parlamentares preocupados com os graves problemas do povo.
Gostaria de saber se o nobre Deputado e/ou seus pares do Congresso Nacional abriram mão de algum benefício, reduziram salários ou o número de assessores para que esta economia de recurso público fosse revertida em prol do combate a pandemia da Covid-19 ou mesmo na manutenção dos empregos, do aquecimento da economia, etc. Enquanto perdem tempo com bobagens, perdemos centenas/milhares de vidas por dia. Mesmo aqui em Blumenau seria bom também saber qual foi a contribuição dos nobres edis para o combate a pandemia. Nossa cidade realmente parece a “cidade das polêmicas vazias/inúteis” como “quantas árvores foram cortadas na Alameda”, “qual rua tem o buraco maior” e agora “a grandiosa e nababesca quantidade de dinheiro público gasto com moções”. Vão trabalhar! É pra isso que (teoricamente) vocês foram eleitos!