O deputado estadual reeleito Jessé Lopes (PL) é conhecido por manifestações virulentas contra adversários, muitas desprovidas de verdade, e por defesas de pautas e posições controversas do campo da extrema-direita. Para ficar apenas em uma, ele recebeu e enalteceu o marido agressor de Maria da Penha, a mulher cuja história de vida se transformou em lei para tentar garantir o direito de outras tantas mulheres.
Na semana que passou, ele fez um vídeo para as redes sociais direcionado ao vereador de Blumenau, Jean Volpato (PT), que assumirá como deputado estadual a partir de 2027. A chamada já diz muito sobre o autor da mensagem. “Recadinho para a petista sem-vergonha.”
“Se tu pensas que vai vir para a Assembleia Legislativa para fazer estes ataques ridículos, está muito enganado. Aqui, deputado folgado não vai ter folga, vai ter tempo ruim o tempo todo. Fica a dica.”
A fala de Jessé é por conta de uma manifestação de Jean Volpato, também nas redes sociais, sobre mensagens preconceituosas e intimidatórias que supostamente estariam ocorrendo em grupos de WhatsApp, nos quais a secretária de Educação do Estado, Luciane Ceretta, participaria.
“Isso mostra a tua hipocrisia da esquerda.” “Dizem valorizar a mulher, mas só se for a da sua patota, miolo mole, suvaco cabeludo.” “Se é uma mulher de direita, bem-sucedida, é nazista, fascista”, disse o deputado, que vai para seu terceiro mandato.
Com um recado final direcionado ao futuro colega. “Traga balde, uma escova e sabão, pois você vai ter que lavar tua boca suja, que defende presidente corrupto antes de falar do Governo Jorginho.”
São duas posições que não contribuem em nada. Querer imputar ao governador e à secretária de Educação uma posição “nazista” e “de perseguição ideológica” por estar no grupo de WhatsApp é um exagero. Assim como a fala grosseira do deputado, conhecido pela truculência.
Um se alimenta do outro e perde a política.




Seja o primeiro a comentar