Redução da jornada de trabalho vai elevar preços e ameaçar empregos, diz FIESC

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) avalia que a aprovação pelo Senado Federal da PEC 221/2019, que reduz a escala 6×1 e a jornada de trabalho foi um equívoco e que trará consequências negativas para a economia brasileira. Estudo da FIESC aponta que em SC, redução da jornada aumentaria custo do trabalho em 11,4%, com risco de extinção de 41,4 mil empregos no estado, dos quais 19,1 mil somente na indústria; impacto negativo no PIB catarinense seria de 0,6%.

“A imposição de uma mudança generalizada por via constitucional ignora a diversidade do setor produtivo e pode desequilibrar a sustentabilidade financeira das empresas. Os pequenos e médios negócios serão os mais afetados”, avalia o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.

Em um cenário marcado pela escassez de mão de obra qualificada no estado, a obrigatoriedade de novas contratações tende a inviabilizar pequenos e médios negócios, além de pressionar os preços dos produtos, alimentando a inflação. Além disso, a entidade alerta ainda que o encarecimento do emprego formal pode estimular a informalidade e a perda de postos com carteira assinada.

“O setor produtivo vai repassar esses custos para os preços de seus produtos e serviços. No fim das contas, o cidadão vai sentir no supermercado que o custo de vida no Brasil ficará mais caro”, explicou o presidente da Federação, Gilberto Seleme.

Para a FIESC, a negociação coletiva entre sindicatos de empregadores e de trabalhadores já contemplava a possibilidade de acordos para jornadas e escalas diferenciadas, levando em conta as características setoriais. A FIESC salienta que mudanças sustentáveis na jornada só são viáveis quando atreladas a ganhos reais de produtividade, inovação e automação.

Fonte: FIESC

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