Diretor de Bem-Estar Animal esclarece fiscalização de maus-tratos em Blumenau 

Foto: Rogério Pires/CMB

O diretor de Educação Ambiental e Bem-Estar Animal, Carlos Henrique Sansão, utilizou a tribuna, no Momento da Presidência, durante a sessão ordinária desta terça-feira (8), para prestar esclarecimentos diante da fala do presidente da Associação de Moradores da Rua Itapuí, na última semana, sobre uma fiscalização realizada em Blumenau.

Primeiramente, ele esclareceu que a Diretoria de Educação Ambiental e Bem-Estar Animal, onde fica a gerência do CEPREAD, não é responsável pelas fiscalizações. O diretor afirmou que nas atribuições do CEPREAD não está a fiscalização, mas afirmou que o médico veterinário tem que fazer é atestar os maus-tratos, baseado no Código de Ética profissional.

Destacou que segue Código de Ética profissional com decência, clareza e responsabilidade profissional. Também apresentou seu currículo profissional, apresentando as certificações e apontando sua capacidade técnica para identificar e atestar situações de maus-tratos contra animais.

O médico veterinário citou as normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária, destacando que o profissional deve registrar formalmente casos de suspeita ou constatação de crueldade, abuso ou maus-tratos, detalhando os fatos, responsáveis, local e data, além de assinar e identificar o documento, entre outros procedimentos.

Ele também apresentou denúncias que chegaram ao seu conhecimento e ao conhecimento do Poder Executivo, apontando que o animal não estava em sua residência e ficava na rua, conforme os relatos e as fotos apresentadas nas denúncias. Disse que comunicou à Gerência de fiscalização e à Polícia Civil, devido à gravidade do caso.

O médico veterinário também afirmou que o animal estava com sinais de anemia que foram confirmados pelos exames e atestados posteriores. Também constatou que a cadela, devido ao tumor, tinha a respiração que indicava dor.

O diretor afirmou que estava devidamente identificado com o colete da Secretaria do Meio Ambiente e que na ocasião da fiscalização questionou a responsável pelo animal sobre os cuidados veterinários. Segundo seu relato, a pessoa responsável disse que apenas havia ligado para uma amiga veterinária, mas nunca levou o animal ao atendimento.  Ele ressaltou que havia seis servidores públicos no local, todos no exercício de suas funções, e criticou o fato de que a fé pública dos agentes envolvidos teria sido colocada em dúvida.

Também destacou que, durante a fiscalização, não foram apresentados exames, receitas ou comprovantes de atendimento veterinário que demonstrassem o acompanhamento do animal e dos cuidados paliativos sendo realizados.

O médico veterinário também apresentou fotos do Hospital Veterinário da Furb em que mostra a situação do animal. Também mostrou registros fotográficos feitos por um fiscal municipal, com a presença da Polícia Civil.

Contestou a afirmação de que todos os animais encontrados tinham água e comida. Segundo ele, foram identificados animais sem acesso à água e alimentação, conforme apresentou fotos registradas pelo fiscal do meio ambiente.

Por fim, o diretor afirmou que o animal não foi operado e, sim, foi tentado estabilizar o animal, pois a cadela tinha uma doença debilitante e risco de óbito. Finalizou dizendo que foi feita a aplicação da legislação.

Fonte: Assessoria de Imprensa CMB 

1 Comentário

  1. Se o Tutor do nunca levou o animal a um veterinário, então porque o tinha em seu poder se não dava os devidos cuidados ?
    Quem tem um animal de estimação em casa precisa ter as responsabilidades e tratar de forma correta . Caso não tenha condições ou não queira fazê-lo, que não tenha nenhum animal de estimação .

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