Vídeo | A contundente manifestação de Egidio Beckhauser contra Almir Vieira na Câmara de Blumenau

Foto: Rogério Pires/CMB

A quinta-feira na Câmara Municipal de Blumenau foi marcada pela contundência do discurso do vereador Egídio Beckhauser (Republicanos), político marcado pela discrição. Ele usou a tribuna para cobrar do Legislativo uma postura firme no caso envolvendo o colega Almir Vieira (PP), principal alvo da operação policial realizada na última terça-feira, que apura uma série de crimes de corrupção.

Egídio e Almir são desafetos, num distanciamento que aumentou depois da última eleição da Mesa Diretora, quando uma articulação do parlamentar do Republicanos evitou que Almir emplacasse novo mandato como presidente da Casa.

Egídio Beckhauser classificou o episódio como um dos mais graves da história política do município, destacando que, em 143 anos, é a primeira vez que a Câmara se torna palco de uma ação policial dessa natureza. Para ele, o caso representa uma “vergonha institucional” e não pode ser tratado com silêncio ou constrangimento.

“Dia 3 de fevereiro ficará marcado na política de Blumenau, primeira vez que aconteceu”, “a Câmara amanheceu envergonhada”, “esta casa não pode ficar em silêncio, para não ser acusada de cúmplice com a degradação moral e política”. “Comissão de ética existe para proteger a independência da casa”, “ninguém pode fingir que nada aconteceu”, “mandato popular não é escudo para práticas suspeitas”, “esta casa precisa ter coragem para investigar os seus, como vai fiscalizar a Prefeitura?” E “é obrigação imediata nesta casa instaurar processo no Conselho de Ética”, foram algumas das expressões usadas por Egídio Beckahuser, que disse ainda que “não há uma condenação antecipada”.

E para finalizar, usou um bordão que Almir costuma usar referente a pessoas em situação de rua. “Se roubou, vai preso!”

 

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