Polícia Civil faz operação “hora-máquina” em Gaspar para investigar possíveis crimes no final da administração passada

Foto: divulgação Polícia Civil

A terça-feira começou movimentada na área policial relacionada a políticos da região. Além da operação na Câmara de Blumenau, a Polícia Civil deflagrou em Gaspar a Operação “Hora-Máquina”, para apurar superfaturamento em contratos de aluguel de máquinas pesadas, bem como desvio de macadame e outros materiais para fins privados, às custas da Prefeitura no último trimestre de 2024, ainda na administração de Kleber Wan-Dall (MDB).

Em setembro de 2024, a Prefeitura de Gaspar publicou edital para aquisição de macadame e materiais congêneres, estimando o quantitativo necessário para um ano de trabalho. Segundo as investigações, nos últimos três meses de 2024, as secretarias de Obras, de Agricultura e o SAMAE esgotaram toda a quantidade prevista em ata de registro de preço para o ano, com relação a determinados materiais, tais como macadame e areia industrial.

Além disso, a Polícia Civil verificou que a Prefeitura esgotou toda a quantidade de hora-máquina com relação especialmente à motoniveladora (patrola), nos últimos meses de 2024, não restando mais horas disponíveis para os meses subsequentes.  A investigação ainda verificou-se que uma mesma família criou pessoas jurídicas diversas, que concorreram entre si nas licitações referentes ao macadame e ao aluguel de máquinas pesadas

Ao aprofundar a investigação, a Polícia Civil obteve elementos no sentido de que houve a destinação de material (macadame e outros) e de hora-máquina para fins particulares, inclusive em terrenos de propriedade privada de servidores públicos investigados, o que ocasionou o esgotamento da quantidade de material contratada pela Prefeitura.

Os servidores investigados ocuparam os cargos de Secretário de Obras, Secretário de Agricultura e Presidente do SAMAE. Servidores responsáveis pela fiscalização do contrato também foram investigados. Entre os alvos de busca, há um ex-vereador, não reeleito para a legislatura atual.

Foram cumpridas 12 ordens de busca e apreensão domiciliar, com o objetivo de apreender dispositivos informáticos, documentos, valores em espécie e outros elementos relacionados à investigação em curso. Também foi apreendida uma quantidade em dinheiro nos imóveis pertencentes aos empresários. Não houve mandado de prisão.

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