O Governo de Santa Catarina acompanha a fase final de formalização do acordo de parceria entre a União Europeia e o Mercosul e já estrutura um plano de ação para posicionar o Estado de forma competitiva quando o tratado entrar em vigor. Sob a liderança do governador Jorginho Mello, a articulação passou a ser tratada como instrumento estratégico de desenvolvimento, com um plano intersetorial que envolve diversas pastas do governo estadual e vem sendo estruturado no âmbito da Secretaria de Articulação Internacional (SAI).
O acordo UE–Mercosul, negociado ao longo de mais de 25 anos, recebeu aval político da União Europeia nesta semana, para ser a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo um mercado de mais de 700 milhões de consumidores.
Após revisão jurídica e reforço dos compromissos ambientais, os estados membros da União Europeia autorizaram a Comissão Europeia a avançar para a assinatura formal, prevista para ocorrer nos próximos dias, durante a presidência rotativa do Mercosul exercida pelo Paraguai. O avanço do acordo representa uma oportunidade concreta para fortalecer a economia catarinense.
Acesso a um mercado de alta renda e inovação
Para Santa Catarina, o acordo representa oportunidades concretas de acesso a um mercado de alta renda, agregação de valor baseada em reputação sanitária e qualidade, modernização do parque industrial, integração às cadeias de valor europeias e ampliação de parcerias em infraestrutura, inovação e transição verde. Os efeitos do acordo, no entanto, depende
O secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, explicou que o processo já foi iniciado em Santa Catarina. “Esse acordo cria a maior área de livre comércio do mundo, mas os territórios que se organizam é que capturam as oportunidades. Santa Catarina sai na frente porque o governador Jorginho Mello já havia determinado que começássemos esse trabalho. Agora é estruturar a base produtiva, conectando indústria, academia e tecnologia e fortalecendo a articulação internacional para transformar o acordo em desenvolvimento real para o estado”, afirmou o secretário.
Santa Catarina como território estratégico de integração
Diante desse cenário, o Governo do Estado trabalha na construção de um plano de ação coordenado pela SAI, que prevê a criação de uma força-tarefa estadual para elaborar um plano de prontidão setorial, a instalação de observatório permanente para orientar empresas e políticas públicas, a definição de metas e indicadores de médio e longo prazo, o alinhamento com políticas nacionais e instrumentos de financiamento e uma atuação internacional ativa junto à União Europeia, seus estados membros e fóruns relacionados à implementação do acordo.
Com base produtiva diversificada, agroindústria avançada, ecossistema de inovação em expansão e indicadores socioeconômicos acima da média nacional, Santa Catarina busca se posicionar não apenas como exportadora, mas como território estratégico de integração produtiva e tecnológica entre o Mercosul e a União Europeia, transformando o acordo em vetor de desenvolvimento de longo prazo.


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