O presidente da AGIR, Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí, Heinrich Passold, terá que voltar à Câmara Municipal, ele que compareceu na semana passada para prestar depoimento na CPI que investiga pontos dos contrato entre a Prefeitura de Blumenau e a Blumob.
A AGIR é responsável pela definição do valor da tarifa, revisões tarifárias e adequações, cabendo a Prefeitura aplicar ou não.
A nova ida de Heinrich é uma solicitação da Comissão de Finanças do Legislativo, através do presidente Carlos Wagner, o Alemão (PSL), em parceria com outro membro desta comissão, Professor Gilson (Patriota).
Gilson participava ativamente, com perguntas, das reuniões da CPI, até que na da semana passada – quando o presidente da AGIR estava -, os vereadores Alexandre Matias (PSDB) e Marcelo Lanzarin (Podemos) fizeram valer a maioria e o regimento, que determina que os parlamentares não membros só podem fazer questionamentos no início. A decisão fez com que Gilson e Digo Nasato (Novo) deixassem a comissão sem fazer perguntas ao presidente da AGIR.
É mais uma “manobra”, no bom sentido da palavra, assim como foi a da semana passada. Professor Gilson poderá inquirir a vontade do responsável pela Agência e uma das perguntas é com base em que informações a AGIR toma suas decisões, além de outros pontos do contrato. O convite é para Heinrich Passold comparecer no dia 19 deste mês.
Professor Gilson é o parlamentar que mais tem sido crítico ao cumprimento do contrato, desde a Legislatura passada. Tentou fazer uma CPI, não conseguiu, mas o levantamento que fez embasou a atual comissão e também uma ação do Ministério Público.
Além de Gilson e Carlos Wagner, os demais membros da Comissão de Finanças são Ailton de Souza, o Ito (PL) – ou seu suplente, João Paulo Taumaturgo -, Marcos da Rosa (DEM) e a professora Teresinha (PT), que substitui temporariamente Adriano Pereira (PT).



Seja o primeiro a comentar