Vereador Bruno Cunha critica proposta de “Distritão”

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O “Distritão” tem tudo para ser aprovado no Congresso Nacional, dentro das  propostas de revisão da lei eleitoral para 2018 em debate em Brasília. Digo revisão na lei eleitoral, pois não dá para pensar que estamos debatendo uma reforma política séria.

Em um primeiro momento, o “Distritão” soa bem ao ouvido e esse é o risco. Quem tem mais votos, elege-se. Simples assim.

Parece, mas não é.

Beneficia quem é mais conhecido, quem tem mais estrutura e recursos, em especial os parlamentares com mandato. O povo brasileiro não acompanha o trabalho do seu representante e vota com outras motivações que não sejam as da razão.

As minorias, as diferenças, correm risco de ficar de fora.

O vereador Bruno Cunha (PSB) manifestou-se contrário a proposta na sessão da última terça-feira e apresentou uma moção de repúdio, que foi aprovada com 12 votos na sessão desta quinta-feira da Câmara de Vereadores.

Bruno diz que “este modelo retirará a representatividade das minorias, perpetuando os mandatos dos candidatos já eleitos e que dispõe de alto poder econômico”.

A moção será encaminhada à bancada catarinense no Congresso Nacional. Não tem efeito algum, mas demarca o posicionamento político do vereador.

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2 Comentário

  1. Bruno Cunha está mais do que certo em levantar este debate pois o Distritão é mais um retrocesso que a atual legislatura do Congresso traz para o povo.

    Apesar de ter passado na Comissão da Reforma Política, não é tão certo assim que o Plenário irá aceitar isso facilmente, já que é necessário 308 votos somente na Câmara.

    De qualquer forma, parabéns ao vereador!

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