Todo mundo quer subir a rampa!

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Fernando Krieger

estudante de Filosofia e editor do The Ironic Herald

 

A quantidade de presidenciáveis neste ano impressiona.
Todo mundo quer subir aquela rampa no primeiro dia de 2019.

A bagunça armada pelo impeachment – da já naquelas alturas insustentável presidente Dilma – fez um movimento crescer no Brasil, o movimento messiânico, aqueles que se dizem únicos salvadores da nação.

Cada dia que se passa uma nova pré-candidatura se torna real.

Temos o Ciro do PDT, ex-ministro, ex-governador, ex-prefeito de capital, que acabou de lançar sua candidatura, ou pré, ou sei lá pois para mim as campanhas já começaram. Ciro aparece como uma figura ilibada da esquerda, alguém que não foi processado, nem para ser absolvido, como vive falando por aí.

O problema de Ciro é a sua inconstância e temperamento forte, por vezes até um pouco assustador, uma hora defende o Lula, outra hora xinga o Barba, e acaba que o seu discurso não passa de um discurso requentado do PT.

Ainda no espectro da esquerda, temos a deputada estadual pelo PCdoB do Rio Grande do Sul, Manuela d’Ávila, que tenta descolar a imagem de que o seu partido sempre esteve ao lado do governo petista, mostrando agora que não é bem assim, que o seu partido superou a pecha de ser apenas um “puxadinho” do Partido dos Trabalhadores, que terá candidatura própria, mas que se não chegar lá – e um milagre acontecer – estará de volta à base do governo, quando Lula for nosso presidente novamente.

O PSOL cansado de candidaturas somente para marcar posição, deve lançar o presidente do MTST, Guilherme Boulos. Colocam um nome com mais peso para tentar chegar um pouco mais longe na disputa, nome que tem causado certo desconforto entre os postulantes do próprio partido, que vem em Boulos alguém que de paraquedas chegou ao partido do Socialismo e da Liberdade.

Marina Silva da Rede – que tem muitos votos, fato – tenta mais uma vez ser a opção a toda essa polarização, mas que precisa correr para conseguir mais palanques, inclusive mais parlamentares para que a sua candidatura não fique nas sombras, correndo o risco inclusive de ficar de fora dos debates televisivos.

O PT se agarra ao seu maior nome Luiz Inácio, negando inclusive segundas opções, esperando um milagre jurídico para que Lula possa concorrer. Endureceu o seu discurso e desapareceu com o Lulinha paz e amor de outros tempos. Lula lidera as pesquisas, mas é bem provável que veja a posse do próximo presidente em seu banho de sol.

Quem se filiou ao Partido Social Liberal foi Jair Messias Bolsonaro. Com um discurso bem raso, cheio de frases prontas e bancadas armadas. O postulante ao cargo máximo da nossa nação muda seu discurso ao sabor do vento, tentando passar uma imagem de liberal, mas que não condiz com seus discursos nacionalistas, o militar (ou ex) é extremamente estatizante e sempre defendeu em seus antigos discursos um estado grande, com poder centralizado, mas que agora vê nessa onda a sua chance de chegar ao poder máximo do Brasil, ignorando seus 20 e poucos anos de nada feito na Câmara dos Deputados.

Do governo de São Paulo temos Geraldo Alckmin (PSDB), alguém que precisa provar, inclusive para grandes nomes do seu partido, que tem base para poder concorrer, corre contra o tempo para números maiores nas pesquisas de opinião, chegou até a ser ameaçado pelo meteoro – que já começa a cair – João Dória, prefeito da capital paulista e por Luciano Huck – que mesmo não sendo do partido – elogiado por um grande nome tucano, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Do lado do governo, se sustenta a candidatura do atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que atualmente está no PSD do Kassab, mas que está prestes a firmar “casório” com o MDB de Michel Temer, Jucá e outros. Candidatura que não está nada fácil de emplacar, pois Temer ainda não descarta entrar na disputa e trabalha todos os dias para ver a sua popularidade subir e assim ter uma chance de continuar no Palácio.

Pelo Democratas quem se lançou foi Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados e “amigo” do presidente. Candidatura que deixou muita gente no Planalto constrangida, pois não acreditavam em um nome próprio do DEM, esperavam o apoio da sigla.

O lançamento do seu nome como postulante pode ser somente uma marcação de território, para que seu nome cresça e possa ser o vice de uma chapa do próprio governo.

Temos mais partidos divulgando seus nomes, mas de expressão é o que temos. Uma eleição difícil nos aguarda, o jeito é buscar pontos coerentes e mais uma vez votar no menos pior, tendo em mente, é claro, que nenhum deles tem o poder de ser o salvador de ninguém!

Sigo acompanhando as peças se movendo no tabuleiro!

1 Comentário

  1. Alcino Carrancho, Aquele Que Nestas Próximas Eleições Somente Votará em Candidato "Zero Quilômetro" disse:

    Belo discurso, Sr. Fernando Krieger! É muito bom aprender com o senhor! Abraço! Muita saúde e disposição!

    Fale-nos algo do Sr. João Amoêdo do NOVO 30. Quero saber a sua opinião.

    Sigo a linha de se não votar em candidato político de segunda mão ou de terceira mão ou de quarta mão…

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