Robôs reduzirão empregos em algumas áreas, criando novos segmentos

Um documento do Fórum Econômico Mundial afirma que, no ano de 2025, 52% das atividades profissionais que atualmente conhecemos será desempenhada exclusivamente por robôs. Atualmente, o número de tarefas realizadas por entes autômatos já corresponde a 29%, segundo o que afirmam os pesquisadores da fundação sediada em Genebra, na Suíça, reconhecida por organizar anualmente o Fórum de Davos.

O relatório diz ainda que alguns setores serão mais impactados pela presença dos trabalhadores robóticos do que outros. Até 2022, 75 milhões de empregos em setores como a contabilidade, o secretariado, as fábricas de montagem, os centros de atendimento a clientes e serviços postais serão suprimidos, fazendo com que os humanos que atuam nesses segmentos signifique menos que a maioria da classe.

Mas o relatório diz que essa diminuição da oferta de empregos para humanos não é, necessariamente, uma coisa ruim. As modificações no cenário profissional criarão novas carreiras conforme os robôs chegam ao mercado corporativo. Segundo a publicação, cerca de 133 milhões de novos empregos líquidos serão criados durante os próximos cinco anos.

Segundo o relatório, as dez carreiras que mais terão profissionais substituídos pelos robôs até 2022, com perda de 75 milhões de vagas são:

Agentes de Data Entry;
Contabilidade, Escrituração contábil e Agentes de folha de pagamento;
Secretariado administrativo e executivo;
Trabalhadores de fábricas e montagem;
Atendimento a Clientes;
Gerentes de serviço e administradores de negócios;
Auditores em Contabilidade;
Gestores de registros manuais e manutenção de estoque;
Gerentes Gerais e Operacionais; e
Agentes de Serviços Postais.

Já as dez carreiras mais promissoras, que terão um boost de até 133 milhões de postos abertos para humanos até 2022, são:

Cientistas de análise de dados;
Especialistas em Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina;
Gerentes Gerais e de Operação;
Analistas e Desenvolvedores de Softwares e Aplicativos;
Profissionais de Marketing e Vendas;
Especialistas em Big Data;
Especialistas em Transformações Digitais;
Especialistas em Inovação;
Especialistas em Desenvolvimento Organizacional; e
Serviços de Tecnologia da Informação.
O relatório aponta ainda que as indústrias aeronáutica e de viagens e turismo terão “as maiores necessidades de reconversão para o período 2018-2025”. Também é dito que “a escassez de qualificação é preocupante nos setores de tecnologia da informação e comunicação, serviços financeiros, mineração e metais”.

“Quase 50% das empresas preveem para 2022 uma redução do número de funcionários em tempo integral em função da automatização; 40% antecipam, no entanto, um aumento global de seus funcionários, e mais de 25% esperam que a automatização crie novos empregos”, acrescenta o estudo.

Apesar do documento prever uma “enorme perturbação na mão de obra mundial, com mudanças importantes na qualidade, localização, formato e permanência nas funções”, é possível que aqueles profissionais que estão rumando suas carreiras para atuação com aprendizado de máquina terão participação imprescindível nessa mudança.

Fonte: CNBC, WEF

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