Militares podem ficar de fora da Reforma da Previdência (atualizada)

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Existe uma pressão de integrantes das forças armadas para que a ala militar fique de fora da Reforma da Previdência. Esse “lobby” tem gerado desconforto entre os técnicos da equipe econômica e em parte da ala política do novo governo. Nesta quarta-feira (09), três autoridades militares falaram publicamente contra as mudanças.

Tamanha é a influência dos militares na gestão do capitão que alguns assessores de Paulo Guedes e de Onyx Lorenzoni admitem reservadamente a possibilidade das forças armadas realmente ficarem de fora da reforma.

“Se a movimentação fosse apenas de bastidor, poderíamos tentar convencer o presidente da necessidade de mudar as regras que levam os militares a reserva. Mas o lobby é explicito e o fato de o presidente não se manifestar é uma preocupação maior”, disse um assessor de Guedes.

Mourão (atualizada)

O vice-presidente Hamilton Mourão disse que a reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso abrangerá as Forças Armadas. Em entrevista ao ‘Estado’, ele concordou com colegas militares de que a carreira tem características peculiares, mas afirmou que a proposta que modificará as regras para se aposentar no Brasil deve incorporar o aumento da exigência do tempo de contribuição da categoria, de 30 para 35 anos, além do pagamento de contribuição por parte das pensionistas.

Da redação, com informações UOL e Estadão.

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