Governo Bolsonaro enfrenta sua primeira paralisação nacional

Foto: reprodução internet

Cortes

O governo federal, com sua cruzada ideológica, mais do que contingenciamento de gastos, anunciou cortes na Educação. O MEC disse que todas as instituições federais de educação vão sofrer um bloqueio de 30%. Reitores falam em perda de pesquisas e fechamento de turmas e dizem que o corte na prática pode ser maior do que o anunciado.

Greve Nacional

Os cortes na educação são tema do primeiro grande protesto contra o governo Bolsonaro (PSL). As concentrações acontecem no dia de hoje (15) na maioria das cidades brasileiras. Professores, estudantes e trabalhadores da educação devem ir às ruas, em defesa das universidades federais, da pesquisa científica e do investimento na educação básica.

Também no dia de hoje, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre os cortes na Câmara dos Deputados. Ele é obrigado a comparecer.

Por envolver diversos segmentos da educação, a paralisação é encarada como uma greve, mas não deve se estender para outros dias. Ela também serve como um balão de ensaio para uma greve nacional dos trabalhadores, convocada por centrais sindicais para o dia 14 de junho.

Com informações: UOL

Crise

O suposto recuo em relação aos cortes nas verbas da educação, fato que foi desmentido em seguida pelo governo, começaram uma nova crise e grande desgaste nos deputados aliados de Bolsonaro.

Parlamentares afirmam ter presenciado o telefone do presidente ao ministro Abraham Weintraub, cancelando o bloqueio dos recursos.

“Quem criou o boato? Foi o governo, que voltou atrás e depois voltou atrás de novo. Recuou duas vezes. Espero que os demais parlamentares que estavam na reunião amanhã (quarta) possam indagar o ministro da Educação se ele recebeu ligação telefônica do presidente. Porque ou o ministro está mentindo, ou o presidente não ligou para ele. Será que o presidente forjou a ligação na nossa frente? Tenho certeza que não”, afirmou o deputado Capitão Wagner (PROS-CE).

“Como aliado do governo, eu não vou admitir ser chamado ao Palácio do Planalto para tratar de uma questão séria como essa, presenciar o presidente da República pegar um celular, ligar para o ministro na presença de vários líderes partidários — estavam lá o líder do PROS, o líder do PV, o líder do Podemos, o líder do governo, o líder do PSL — e, com todas as letras, dizer: ‘a partir de agora, o corte está suspenso’”, continuou o parlamentar.

“Se o governo não sustenta o que o presidente falou na frente de cerca de 12 parlamentares, não sou eu que vou passar por mentiroso, perante a imprensa e perante a nação brasileira”, finalizou o Capitão Wagner.

Resumo do Brasil: após cortes na educação, governo Bolsonaro enfrenta nesta quarta-feira (15) sua primeira paralisação nacional e a crise gerada pelo recuo sobre os cortes.

 

2 Comentário

  1. Estudantes: massa de manobra da esquerda golpista via CUT/MST. Houve contingenciamento (e não corte!) em todos os ministérios. Mas somente onde ha a maior doutrinação ideológica marxista, que é na educação, é que houve a manipulação de greve. Por que não fizeram greve em 2015 com o corte de 10,5 bilhões na educação hein?!… ah sim era Dilma né rsrs…
    Esquerdistas sórdidos e cínicos!
    Além disso, uns 80% não estuda e nem pretende estudar nas universidades dessa cambada!

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