Em defesa dos nossos direitos

Felipe Schultze

bacharel

Em momentos de glorificação ao conservadorismo, sabe-se que palavras como “LIBERDADE” e “PROTEÇÃO” soam como uma poderosa afronta ao temível momento que o país vive.

É extremamente frustrante perceber que a vida política atual põe o ser humano e seus direitos que o protegem como problemas a serem enfrentados, e não como soluções para o desenvolvimento do Estado.  A violação imprudente aos direitos fundamentais e sociais atingem o ser humano e a forma em que ele é colocado na sociedade.

Percebe-se que os direitos fundamentais são direitos que versam sobre a Liberdade, já os direitos sociais regem sobre a Proteção, esse dispõe sobre a intervenção do estado para proteger aqueles que mais precisam.

Lembro-me aqui de um curioso caso causado em territórios tupiniquins, quando o presidente Getúlio Vargas. O protesto dos Camisas-Verdes contra Vargas, cercou o presidente no Palácio Guanabara, após uma noite de combate o presidente teve sua vitória e dispersou o atentado. Os apoiadores do presidente, dentre eles o ator Procópio Ferreira, mostraram sua solidariedade através de um protesto de apoio não solicitado, assim, o presidente Vargas ao ver a manifestação, morto de cansaço, questionou a um de seus assessores “como vamos nos livrarmos desta gente?”.

Quero ilustrar com esta história é que no Brasil, já houveram tempos em que não havia nem liberdade para ser a favor do Estado Ditatorial.

Da comprovada necessidade da legalização de tais direitos, podemos afirmar que sua conquista foi duramente adquirida através dos tempos. Por isso, é extremamente frustrante ver tais direitos agredidos por meio de palanques eleitorais, aqueles que realizam atentados verbais em face dos direitos aqui descritos não sabem da dificuldade de normatizar a proteção daqueles que mais necessitam.

Atualmente é necessário sairmos em defesa do óbvio, é necessário sairmos em defesa dos direitos fundamentais e sociais sob pena do fim do estado democrático de direito. É preciso entender que posicionar-se contra os direitos é um perverso ultraje contra a história da humanidade.

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