Deputado diz que saias curtas, “shortinhos” e decote estimulam estupradores

Pois é, a fala é de um deputado estadual catarinense, Jessé Lopes (PSL), ao debater um projeto de lei da deputada Luciane Carminatti (PT), de combate ao assédio sexual e à cultura do estupro na sessão desta terça-feira, 08, na Assembleia Legislativa.

A proposta da deputada é a criação de uma campanha baseada na fixação de cartazes contra o assédio sexual e a “cultura do estupro” na administração pública do Estado. Segundo Jessé, cartazes não são tão eficientes quanto, por exemplo, se a mulher andasse armada.

O deputado disse que as mulheres devem cuidar com as roupas que usam, por conta de chamar a atenção de marginais, bandidos, estupradores, que são psicóticos, são doentes. “Então quando a gente fala para cuidar com o tipo de roupa usa, é para não chamar a atenção desta gente”, disse o deputado na tribuna.

E arrematou.

” Se você quer andar na rua com sua sainha, seu shortinho, seu decote, ótimo. Se você quer chamar a atenção de estupradores, você sabe o risco que está correndo. Se você se deparar com este tipo de situação, lamento.”

Confira a fala do nobre deputado:

4 Comentário

  1. É esse o tipo de Deputado estadual que o povo elege, grande idiota.

  2. Estamos bem servidos de deputados estaduais, e pensar que eles nomeiam mais de 20 aspones, alguns inclusive ganhando +- R$ 20.000,00 por mês.

  3. Precisamos entender a afirmação desse deputado, faz sentido olhando com uma visão superficial o que ele está falando, todavia essa fala não dá a entender que a culpada pelo estrupo é a própria mulher devido a roupa que está usando? Não meus amigos o culpado é o cara que acha que só por ver uma mulher assim pode ir nela e assedia-la. E esse é o proposito do projeto ou seja educar os Homens que não é so pq eu vejo uma mulher com roupas curtas que eu posso assedia-la ou no pior cenário o estupro. Alguém ensina para que que a cultura do estrupo está provada na fala do próprio deputado quando ele diz que se a mulher tá assim tá chamando a atenção e pode ser estuprada.
    Esse pensamento nem deveria existir e o fato dele ainda existir é que mostra que a cultura do estupro é ativa e existe.

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