Debate sobre Ponte do Centro finalmente chega na Câmara de Blumenau

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Foto: Informe Blumenau

Antes tarde do que nunca.

Talvez um dos grandes debates da cidade nos últimos cinco anos, tempo do primeiro e agora segundo mandato de Napoleão Bernardes (PSDB), é a localização da Ponte do Centro.  Durante a campanha eleitoral de 2012, o então candidato tirou da cartola uma outra localização para a ponte já decidida e com financiamento aprovado pelo BID.

Ganhou a eleição e a reeleição e agora começa a tirar do papel o controvertido traçado proposto por ele. Em março apresentou a proposta em um evento concorrido, inclusive com a presença de alguns vereadores. Em agosto, lançou o edital para sua construção, com financiamento da Caixa.

Mas apenas agora, faltando menos de dez dias para a abertura dos envelopes das empresas interessadas em fazer a obra, os vereadores de Blumenau trazem o tema para a pauta do Legislativo.

E pelas mãos da base governista. Isso foi na sessão desta terça-feira, 12.

Começa por Marcelo Lanzarin (PMDB), que expressou, na tribuna,  preocupação com a ponte no local onde será construída. Disse que não está claro para muitas pessoas o impacto no trânsito com a ponte, “entendo que pode ser um equívoco o lugar onde a ponte está proposta”. Também afirmou que não é a “ponte que a cidade precisa”.

Lanzarin é do mesmo partido do secretário de Infraestrutura Urbana, Régis Evaloir, que tem a responsabilidade de tocar a obra e defendê-la.

Outros falaram, nos apartes.

E o vereador Bruno Cunha, do PSB, apresentou requerimento, que foi aprovado, solicitando ao Executivo uma série de informações sobre a proposta de ponte que a administração Napoleão e Mário quer fazer.

” O Vereador que este subscreve requer à Mesa Diretora desta Casa que, após
ouvido o Plenário, encaminhe pedido de providências ao Executivo Municipal/Secretaria de Desenvolvimento Urbano para que responda ao seguinte pedido de informações relativas ao processo de construção da ponte de ligação entre as ruas Paraguai e Itajaí (“Ponte da Ponta Aguda”):

– Foram feitos estudos de impacto de vizinhança e ambiental que a ponte poderá trazer
para os moradores daquela região, em especial da Rua Itajaí?

– Existem eventuais prejuízos ao transporte público municipal que a vinda da ponte
poderá trazer?

– Poderá haver consequências no curso do rio Itajaí-Açu em virtude da construção da
ponte? Poderia haver influência nas enchentes, por exemplo?”

Importante.

Bruno disse que está ouvindo as pessoas contrárias da Ponte, ele que é engajado nas redes sociais e está sendo  cobrado. Sugeriu para o líder do Governo que convide o secretário de Desenvolvimento Urbano, Ivo Bachmann, para explicar o projeto.

O vereador Bruno poderia ser mais incisivo.  Convidar seu colega de partido, Mário Hildebrandt para falar na Câmara. O vice-prefeito é também o secretário de Mobilidade Urbana e Projetos Especiais, responsável por gerenciar todo este conjunto de obras previstos para acontecer nos dois próximos anos.

Ou ir no gabinete dele, pegar as respostas.

Seria mais fácil, mais produtivo.

De qualquer jeito, eu preciso destacar a postura do Lanzarin e do Bruno. Fora os três de oposição – Adriano Pereira (PT), Professor Gilson e Jovino Cardoso (PSD) -, ninguém havia se manifestado.

Como escrevi no início deste texto, antes tarde do que nunca.

Duvido que dê tempo para alguma mudança de rumo, mas este debate também pertence ao Parlamento.

Lembrando que há um abaixo-assinado para barrar a obra, que estava com cerca de 2.700 apoiadores, isso às 20h de terça-feira.  Já falamos sobre aqui.

 

 

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1 Comentário

  1. Uma ponte em Blumenau não é somente uma ponte …….incompetência total .

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