Construção coletiva

Gelson Merisio

deputado estadual e pré-candidato ao governo do Estado PSD

 

Uma ideia se torna legítima a partir do momento que recebe o respaldo daqueles que farão parte da sua concretização. Esse processo pode levar tempo, enfrentar muitas resistências e, quase sempre, descrédito. Mas chega um determinado momento em que a chave vira, a porta se abre e não há mais volta. Não há como parar uma ideia cuja hora tenha chegado. Isso só acontece, porém, se a construção for coletiva. Se a ideia for socializada, discutida, questionada até a exaustão. E se tornar realidade por convencimento, nunca por imposição.

No último dia 9 de junho vimos uma ideia se transformar em um projeto que passa a ser construído por milhares de mãos. Um projeto para fazer as coisas de um jeito diferente, e também muito difícil, mas necessário. Lançamos nossa pré-candidatura ao governo do Estado com a união de onze partidos e a presença de mais de 108 prefeitos, quase mil vereadores e mais de vinte deputados, além de uma legião de amigos e voluntários em torno de um objetivo maior. Fomos dez mil pessoas juntas numa manhã de sábado, lá no interior do Estado, na Capital do Oeste, em meio a um contexto de crise e descrédito generalizado na política. Mostramos a força do interior, não apenas territorialmente, mas do interior de cada um que anseia por algo diferente.

Um sinal dessa proporção não pode ser ignorado. As pessoas querem ver paradigmas sendo quebrados. Isso exige coragem e determinação, mais que apenas intenção. Porque existem muitas forças contrárias e estímulos negativos que nos mantém na inércia. Mas nós, que lá atrás começamos a plantar essa semente, somos resistentes, porque não temos medo de enfrentar problemas históricos, causas de grande parte de nossas mazelas.

Querer fazer diferente não é desvalorizar o muito de bom que já foi feito. É ter consciência que a realidade não nos permite mais continuar do mesmo jeito. Para manter e ampliar nossas conquistas, precisaremos inverter prioridades e reinventar processos. Isso significa quebrar barreiras, e elas serão muitas. Mas muitos mais serão aqueles que trabalharão nessa construção de outro modelo. Fazer política com P maiúsculo não é para quem se acomoda, mas para os que não se conformam. Política é palavra, é compromisso, é buscar convergências. É acima de tudo, trabalhar por soluções. Obrigado a todos que, como eu, acreditam que é possível. Foi um primeiro passo importante. A caminhada ainda é longa, mas juntos vamos mais longe.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta