Comissão da Câmara reúne classe empresarial e poder público para debater violência contra a mulher

Foto: CMB

A Comissão Legislativa Temporária Especial em defesa de políticas públicas para as mulheres e pelo enfrentamento à violência doméstica se reuniu, na manhã desta quinta-feira, 18), com representantes da Associação Empresarial de Blumenau (ACIB), da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau, da Secretaria Municipal de Educação e da CIPA da Câmara para debater o assunto e receber contribuições para promover ações de divulgação e de prevenção que envolvam a sociedade, tanto a iniciativa privada quanto o poder público.

Participaram da reunião os vereadores Jens Mantau (PSDB), que é o presidente da Comissão; o relator Marcos da Rosa (DEM); Almir Vieira (PP), que é membro, e Zeca Bombeiro (SD).

O presidente sustentou que o objetivo da reunião foi convocar as entidades empresariais para que também se envolvam no assunto e possam contribuir com a cidade. “A ideia é que as empresas possam promover ações internas e contem com parcerias do poder público, podendo ser palestras, campanhas, criação de folders para informar e prevenir essas situações, pois, muitas vezes, as colaboradoras se ausentam dos setores e também saem do emprego e a empresa até desconhece a situação. Já sabemos que existem entidades no município envolvidas com este assunto, trabalhando com a proteção e com a prevenção, seja no local de trabalho ou na escola, e também queremos apoiar neste sentido”.

Dentro deste contexto foi sugerido que nos encontros “CDL nos Bairros” possam ser realizadas atividades, em parceria com o poder público, para conscientizar as mulheres da gravidade do tema e apontar onde podem buscar ajuda.

A chefe de Programas de Saúde Escolar, Anelize Termann Schlosser, divulgou o trabalho que a pasta desenvolve no acompanhamento das situações de violência que ocorrem nas escolas e creches em Blumenau. Informou que a Secretaria tem representatividade no Comitê Municipal de Combate à Violência, que realiza reuniões mensais, nas primeiras terças-feiras do mês, e que a pasta participa das capacitações e campanhas.

Ela explicou que o comitê tem o intuito de fomentar a discussão e o atendimento intersetorial. “As formações, campanhas, encontros e discussões reúnem em um único espaço profissionais de diferentes áreas, como da saúde, da assistência social, da educação, dos conselhos tutelares, para que abordem os serviços oferecidos e busquem o aprimoramento dos mesmos. Também elaboramos materiais que servem de subsídios para que as escolas trabalhem e a população também conheça os serviços ofertados e saiba onde buscar ajuda em situações de violência tanto contra as mulheres, como também contra as crianças, os adolescentes, os idosos e os homens. Nós temos também um protocolo de atendimento dos casos de violência e o papel de cada um diante de uma situação com essa”, salientou, sustentando que a educação tem um papel fundamental nesta questão, pois a criança e o adolescente passa, muitas vezes, mais tempo na escola do que em família e é neste espaço que vê uma potencialidade e uma confiança. Apontou, por fim, que mais de 90% das denúncias de violência contra as crianças e os adolescentes vem por meio da educação.

O vereador Marcos da Rosa destacou a importância do trabalho desta comissão e do envolvimento do poder público, com a Câmara de Vereadores e a Prefeitura, e das classes empresariais para debater e condenar a violência contra as mulheres na sociedade. “Essa é uma questão cultural e que não se muda de um dia para o outro. Para esta mudança, nós precisamos atuar e debater nas escolas e nas empresas e precisamos contar com o apoio de todos. Nós sugerimos a elaboração de um material específico como fruto desta comissão e também tivemos a ideia enquanto grupo de desenvolver um concurso nas escolas tratando sobre a violência contra as mulheres, seja verbal, física ou sexual”.

Por fim, a representante da secretaria municipal de Educação avaliou como valiosa esta iniciativa dos vereadores com a criação deste grupo. “A pasta se sente fortalecida enquanto política pública de poder contar com a Câmara e a população também começa a falar mais sobre isso, porque, infelizmente, a violência está presente na cidade e, especificamente, a violência doméstica também afeta a criança e adolescente, pois trazem para o ambiente educacional traços dessa violência”, apontou, sugerindo que a comissão também convide para os próximos encontros representantes das áreas da saúde e da assistência social.

O presidente informou que o próximo encontro da comissão será no Senac de Blumenau com a participação no Comitê Municipal de Combate à Violência, que se reunirá no dia 7 de maio, às 8 horas.

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