As prioridades da administração pública

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Foto cedida: Jefferson dos Santos

Aroldo Bernhardt

Professor

 

Há quem diga que administrar é bem mais que a simples aplicação de técnicas e ferramentas, sugerindo o apelo à filosofia para atingir resultados ótimos (e não somente máximos).  Realmente a Administração não é uma ciência exata, é uma ciência social e como tal cercada de complexidade, com um grande número de variáveis intervenientes.

E a complexidade se avoluma exponencialmente quando se trata da Administração Pública. Enquanto uma organização economicista se preocupa com o cliente, o acionista e o empregado e geralmente respeitando os parâmetros legais, para a organização pública todo o ambiente socioeconômico precisa ser considerado. Como diria um estrategista o número de “stakeholders” na esfera pública é bem maior.

Uma demanda pública atendida implica deixar outras necessidades comunitárias de lado, bem como a atenção às exigências burocráticas: orçamento e audiências públicas, projetos, licitação, licenças, execução, acompanhamento, inúmeras instâncias de controle e por aí afora.

Assim, tendo vivenciado em inúmeras oportunidades e frentes diversas a experiência pública, costumo observar as gestões, em especial as municipais, com tolerância e elevada compreensão. Contudo, há coisas que saltam aos olhos e daí minha noção de cidadania exige posicionamento.

Observemos o “Complexo Viário do Badenfurt” (título pomposo para uma obra parcialmente concluída) que principia em uma das mais importantes vias de Blumenau, a esburacadíssima Rua Bahia, e termina no confuso e tumultuado “Trevo de Pomerode”.

Em seguida olhemos para a Alameda Rio Branco, deve ser o logradouro mais charmoso e chique de Blumenau. Obra que parece interminável, custeada pelo erário (informação das placas ali colocadas) e daí me ocorre: calçadas não deveriam ser pagas pelos proprietários dos imóveis? Ou essa regra só vale para a periferia?

Finalmente me advém a questão das prioridades. A Rua Bahia, ligação com o viaduto do Badenfurt, com toda essa grana destinada à “Alameda”, não poderia ter recebido um trato?

Bem, a Alameda quando pronta ficará uma belezura e a Rua Bahia vai ter que aguardar.

Enfim, coisas de “visão de mundo” de quem define prioridades.

 

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1 Comentário

  1. Concordo com o professor no que diz respeito a Alameda e somo ainda a Nereu Ramos .
    Os proprietários dos imoveis estão pagando ou o povo de Blumenau é que esta arcando com os custos da revitalização . Nos bairros os moradores precisam pagar , no centro é diferente ?
    Se for , esperamos algum vereador tocar no assunto , talvez um ou dois , pois a maioria
    é subserviente ao executivo .

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