A desproporcionalidade das eleições proporcionais

Faz parte das regra do jogo, mas teve candidato a deputado federal que fez 76.925 votos e não entrou e outro que fez 27.443 e entrou. É o caso de Ana Paula Lima (PT), primeira entre os mais votados que ficou de fora, e Gilson Marques (NOVO), o último a entrar.

É a tal de eleição proporcional. Cada partido ou coligação precisa atingir um número mínimo para garantir uma vaga, que é calculado através dos votos válidos e dividido pela quantidade de vagas em disputa. Para  Câmara dos Deputados, o quociente eleitoral ficou em 221.779.

Mas tem as tais das sobras, uma matemática complicada de explicar. Para deputado federal, 11 candidatos entraram pelo quociente eleitoral. Depois restam as sobras, daqueles que não atingiram o número mínimo, contabilizando as maiores votações para alianças e coligações, desde que o candidato atinja 10% dos votos válidos. Cinco entraram desta forma.

Além de Ana Paula, nomes como Marcos Tebaldi (PSDB) e Valdir Colatto (MDB) ficaram de fora, com votações acima dos 70 mil. Abaixo desta votação entraram Darci de Mattos (PSD), 68.130 votos, Ricardo Guidi (PSD), 61.830 Rodrigo Coelho (PSB), 43.314 e Gilson Marques, que fez praticamente um terço dos votos da candidata petista.

Na Assembleia Legislativa o quociente ficou em  91.582 votos. O deputado eleito com a melhor votação foi Ricardo Alba (PSL), 62.762 votos e o último a entrar foi Ivan Naatz (PV), com 14.685. Entre os dois, 71 candidatos, sendo que apenas quarenta entraram.

O primeiro a ficar de fora com maior votação foi Cleiton Salvaro (PSB), com 30.182 votos. Jean Kuhlmann (PSD), candidato à reeleição, fez 28.830 e também ficou de fora.

Faz alguma diferença depois de empossados? Não, o peso dos votos e a participação é igual.

Mas é uma boa reflexão se este é o melhor sistema para eleger nossos representantes no parlamento.

1 Comentário

  1. Claro que não é , deveria ser pela quantidade de votos .

    Coligações partidarias deveriam ser extintas , isto só serve para enganar o eleitor , tempo de tv e
    cargos comissionados .

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